Coração do cantor Wando pára às 8hs do dia 08/02/2012

  • O cantor Wando segura uma calcinha atirada por uma fã durante show realizado na Virada Cultural de São Paulo 2009, no Largo do Arouche.

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O cantor Wando morreu aos 66 anos na manhã desta quarta-feira (8) no Biocor Instituto, em Nova Lima, na Região Metropolitana de Belo Horizonte, onde estava internado desde o dia 27 de janeiro. A informação é do médico particular dele, João Carlos de Souza Dionísio. Segundo o médico, ele teve uma parada cardiorrespiratória às 8h desta quarta-feira (8).

Dionísio informou que foram feitas manobras de ressuscitação, mas o paciente não resistiu. Segundo boletim médico divulgado na terça-feira (7), ele apresentava quadro estável e melhora progressiva, mas a recuperação ainda era considerada de alto risco.

No domingo (5), o cantor enviou um bilhete para os fãs.  “Eu estou na oficina de Deus arrumando a turbina. Me aguardem!”. Ele lutava contra o entupimento das três artérias coronárias. O cantor chegou a ser submetido a duas cirurgias e havia tido um infarto agudo dentro do hospital.

Wando foi hospitalizado com quadro de angina de peito, e exames apontaram que as artérias do coração estavam entupidas por placas de gordura. Ele estava com 110 quilos no momento da internação, 30 a mais do que o recomendado, segundo o cardiologista particular.

Cantor romântico
Como letrista, Wando ficou célebre por composições de teor romântico e erótico. Sua marca registrada era a calcinha. Em depoimento disponível em seu site oficial, o próprio cantor conta como tudo teria começado, explicando que a peça foi uma espécie de fonte de inspiração para seu álbum “Tenda dos prazeres” (1990). “Uma calcinha de cabeça pra baixo, ela vira uma tenda, não é? Aí, coloquei uma calcinha na capa do disco, e essa coisa fez tanto sucesso, que até hoje eu não consigo tirar do show. Eu distribuo calcinhas e recebo, tenho uma coleção muito grande, de todas as formas, jeito, cores e tamanhos.”

No mesmo depoimento, Wando aborda outras estratégias que adotou ao longo da carreira: “Teve uma época [em] que eu mordia a maçã no palco, e continuo mordendo ainda, porque conta a história de como é que começou o pecado, não é?”. As alusões ao sexo prosseguiram, com distribuição de convites de motel – sempre durante apresentações ao vivo. “Teve uma época no Canecão [casa de shows do Rio de Janeiro, atualmente inativa] que a gente botou uma banheira no palco, eu botava uma mulher nua no palco. Eu sempre gostei desses negócios.”

Vanderley Alves dos Reis nasceu em 2 de outubro de 1945 – “num arraial chamado Bom Jardim [em Minas Gerais]”. Lá, ficava a fazenda que teria pertencido aos seus avós. Seu registro, no entanto, foi feito na cidade de Cajuri, no mesmo estado. Ele conta que, ainda criança, mudou-se para Juiz de Fora (MG), onde concluiu o antigo primário. Mais tarde, ele foi para Volta Redonda (RJ), “onde eu entreguei leite nas casas, vendi jornal, virei feirante, dirigi caminhão na estrada”. Na mesma época, passou a se interessar por música, tendo inicialmente se dedicado ao estudo do “violão clássico”.

“E aí eu descobri que não era legal o violão clássico para o que eu queria: eu queria tocar pras moças, né?”, afirma. “O violão clássico é bacana, mas elas [as mulheres], acho que ficavam um pouquinho entediadas. Descobri que eu tinha que fazer umas canções de amor. Comecei a sentir que era legal, que a música socialmente com a parte feminina dava muito certo, me apaixonei por aquele negócio.”

Após deixar a profissão de feirante, Wando mudou-se para Congonhas (MG). Lá, começou a “viver de música”, como integrante de um conjunto chamado “Escaravelhos” – “escaravelho pra quem não sabe, é um besouro, a mesma coisa que Beatles”. Cinco anos mais tarde, decidiu tentar a sorte no “eixo Rio de Janeiro – São Paulo”. Frustrada a passagem pelo Rio, chegou a São Paulo, onde teve gravado seu primeiro sucesso, na voz de Jair Rodrigues. A composição, “O importante é ser fevereiro”, teria sido “uma música muito tocada no carnaval de 1974”, lembrou-se Wando.

A canção integra o disco de estreia de Wando, “Gloria a Deus e samba na Terra” (1973). De acordo com ele, aquele trabalho seguia a linha “do formato do Caetano Veloso, do Chico Buarque de Holanda, Gilberto Gil”. A guinada em direção ao repertório romântico foi simbolizada pela música “Moça”, do disco seguinte, “Wando” (1975). A justificativa: “Cantando na noite em São Paulo, eu descobri que a parte feminina adorava quando eu tocava música romântica.”

Ao longo da década seguinte, Wando consolidaria a reputação, como ele mesmo lista, de “obsceno, o cara da maçã, o cara da calcinha”. É desse período, quando o cantor já vivia no Rio de Janeiro, sua música mais conhecida, “Fogo e paixão”, do disco “O mundo romântico de Wando” (1988), o 14º da carreira, segundo a contagem do site oficial. Ele foi precedido por trabalhos como “Gosto de maçã” (1978), “Gazela” (1979), “Fantasia noturna” (1982), “Vulgar e comum é não morrer de amor” (1985) e “Ui – Wando paixão” (1986). Na sequência, viriam, dentre outros, “Obsceno” (1988), “Depois da cama” (1992) e “O ponto G da história” (1996).

Entre álbuns de estúdio e registros ao vivo, o site de Wando contabiliza 28 trabalhos, ao todo. O cantor acreditava ter vendido dez milhões de discos – “até na época que a gente contava”. “Depois [houve] a história da pirataria, que acabou me fazendo muito mais popular. Eu acho que a pirataria é ruim para um lado, para o lado compositor, mas para o lado intérprete, o cara que faz show, eu acho que ela favoreceu muito.”

Se for ver, você tem que chamar o Chico Buarque de brega, a Maria Bethânia, o Caetano Veloso, o Gilberto Gil. Eles gravaram as músicas que a gente grava.”
Wando, em entrevista em 2007

Em entrevista à Agência Estado, em 2007, Wando comentou sua imagem de “sedutor”: “Na verdade, eu sou como um ator. Até porque eu estaria morto hoje se fosse mesmo assim. Isso é um personagem, naturalmente. É normal que as pessoas pensem que eu sou desse jeito, mas não deixo que as pessoas alimentem muito essa imagem”. Sobre a fama de brega, ele respondeu que incomodou e seguia incomodando.

“Quando as pessoas falam de brega, sempre se referem a uma coisa ruim. Então eu brigo por isso. Agora, eles até quiseram colocar o brega como uma coisa bacana, mas eu acho que é uma forma de pedir desculpa, e isso é mau. Se for ver, você tem que chamar o Chico Buarque de brega, a Maria Bethânia, o Caetano Veloso, o Gilberto Gil. Eles gravaram as músicas que a gente grava. Eles gravam melhor? Não. Isso foi uma coisa cruel que eles fizeram.”

Na entrevista, Wando também comentava a música “Emoções”, gravada em 1978, que ele dizia versar sobre a relação entre dois homens: “Fiz isso porque acho que o relacionamento masculino é uma coisa válida. Não por ter aderido, mas porque eu tenho amigos que vivem esse tipo de coisa”.

Recentemente, o nome de Wando vinha sendo lembrado graças ao documentário “Vou rifar meu coração”, de Ana Rieper, que vem frequentando o circuito dos principais festivais de cinema do país desde alguns meses atrás. Há pouco tempo, teve boa recepção na Mostra de Cinema de Tiradentes, encerrada no último dia 28. O filme trata justamente da música tida como “brega” e traz depoimentos de cantores como Amado Batista, Nelson Ned, Agnaldo Timóteo, Peninha, além de Wando e de ouvintes que contam suas histórias com obras do “gênero”.

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Prédios desabam no Centro do Rio de Janeiro

Pedro Kirilos/Agência O Globo

Bombeiros trabalham no local onde três prédios desabaram; VEJA MAIS FOTOS

Três prédios desabaram por volta das 20h30 desta quarta-feira (25) no centro do Rio de Janeiro: um maior, na rua Treze de Maio (chamado Liberdade), que tinha 20 andares; um menor, no número 16 da rua Manoel de Carvalho, com 10 andares (chamado Colombo); e ainda um imóvel pequeno, localizado entre os dois edifícios maiores, com quatro ou cinco andares.

O secretário da Defesa Civil do Estado do Rio de Janeiro, Sérgio Simões, disse no início da madrugada desta quinta-feira que as chances de encontrar sobreviventes entre os escombros são “muito pequenas”. Segundo ele, ainda há pessoas desaparecidas. As buscas vão durar toda a madrugada.

Não estou no prejuízo porque consegui sair do prédio vivo. Estava no 9º andar e não sei como desci do prédio, só sei que estou vivo

Gilberto Figueiredo, que estava no local

Equipes da prefeitura, do Corpo de Bombeiros e da Polícia Militar (PM) estão no local. A Defesa Civil estimou, inicialmente, 11 vítimas, entre mortos e feridos. Até agora, cinco pessoas já foram retiradas dos escombros.

Funcionários da Secretaria Municipal de Assistência Social montaram uma base na Câmara de Vereadores, na praça da Cinelândia para orientar os parentes das vítimas.

Prédios desabam no centro do Rio de Janeiro

Foto 9 de 44 - Destroços do prédio que desabou, na avenida Treze de Maio, no centro do Rio de Janeiro, nesta quarta-feira (25). Equipes da prefeitura, do Corpo de Bombeiros e da PM estão no local. Ainda não há informações sobre o que causou o desabamento Pedro Kirilos/Agência O Globo

Segundo a Secretaria de Saúde, os feridos foram encaminhados ao

Bombeiros trabalham no local onde três prédios desabaram; VEJA MAIS FOTOS

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Ex-presidente Luíz Inácio Lula da Silva fará nesta segunda-feira (12) última sessão de quimioterapia

Destaque

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva passará nesta segunda-feira (12) pela última sessão de quimioterapia para tratamento de um tumor na laringe, diagnosticado no dia 29 de outubro. Além de receber a medicação, Lula deverá fazer uma bateria de exames para avaliar a resposta a duas sessões de quimioterapia a que foi submetido.Segundo a assessoria do ex-presidente, a chegada ao Hospital Sírio-Libanês, na capital paulista, está prevista para a parte de manhã. Os médicos preveem ainda que Lula seja submetido a uma sessão de radioterapia no início de 2012.

O presidente venezuelano, Hugo Chávez, que também faz um tratamento para vencer um câncer, havia marcado para hoje (11) um encontro com Lula. Entretanto, devido às fortes chuvas que atingem o seu país, cancelou a viagem ao Brasil e à Argentina, onde acompanharia a posse da presidenta Cristina Kirchner para mais quatro anos de mandato.

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Megaoperação na Rocinha tem 4 presos

Após tomar favelas, polícia apreende mais de 100 kg de drogas e cerca de 40 armas.

Polícia do Rio prende quatro durante operação Choque de Paz

Balanço do primeiro dia foi divulgado às 18h30 deste domingo.
Nas comunidades da Zona Sul havia ainda 20 pistolas, 15 fuzis e granadas

Visão da Favela da Rocinha na noite deste domingo, após ocupação (Foto: Rodrigo Vinna/G1)Visão da Favela da Rocinha na noite deste domingo (13), após ocupação (Foto: Rodrigo Vianna/G1)

Durante o primeiro dia de ocupação nas comunidades da Rocinha, Vidigal e Chácara do Céu, na Zona Sul do Rio de Janeiro, a polícia prendeu quatro pessoas, apreendeu 20 pistolas, 15 fuzis, duas espingardas e uma submetralhadora, além de 20 rojões e três granadas. O primeiro balanço da operação Choque de Paz, que visa instalar uma Unidade de Polícia Pacificadora (UPP) na região, foi divulgado às 18h30 deste domingo (13).

Motos apreendidas na operação Força de Paz na Rocinha (Foto: Rodrigo Vianna/G1)Motos apreendidas na operação Força de Paz na
Rocinha (Foto: Rodrigo Vianna/G1)

As comunidades começaram a ser pacificadas nesta madrugada. A retomada das favelas da Rocinha, Vidigal e Chácara do Céu pelas forças de segurança começou por volta de 4h. A ação durou 2 horas e não houve troca de tiros. A megaoperação reúniu 3 mil homens das polícias Civil, Militar, Federal e Rodoviária Federal, além de 194 fuzileiros navais, 18 veículos blindados, 4 helicópteros da PM e 3 da Polícia Civil.

De acordo com o balanço da operação, foram localizados 112 quilos de maconha, 80 tabletes de maconha, 60 quilos de pasta base de cocaína, 145 trouxinhas de maconha e 14 tabletes de cocaína.

Os criminosos tinham ainda grande quantidade de munição: 672 para calibre 7.62; 234 para calibre 5.56; 77 para calibre nove milímetros; 55 para calibre ponto 40 e 28 para calibre 45. Mais 15 mil munição para calibres diversos. Havia sete lunetas, 102 carregadores de fuzil, 56 carregadores diveros. Um Toyota Hilux e 75 motos foram localizados nas comunidades.

A operação contou ainda com a apreensão de 17 máquinas caça-níqueis, 61 bombas artesanais, uma farda do Exército e uma camisa da Polícia Civil, entre outros (Veja vídeos).

As bandeiras do Brasil e do Rio de Janeiro foram hasteadas nas favelas da Rocinha e do Vidigal, oficializando a retomada do territórios. No Vidigal, a informação é de que 160 homens do Batalhão de Choque vão permanecer na comunidade até que a UPP (Unidade de Polícia Pacificadora) seja implantada.

A polícia pede ainda que a população continue colaborando, dando informações sobre criminosos, armas e drogas escondidos nas favelas da Rocinha, Vidigal e Chácara do Céu. “Denunciem e ajudem. A população pode ligar para o Disque-Denúncia (2253-1177) ou para o 190 para nos ajudar a localizar criminosos, armas e drogas. Permaneceremos nas comunidades por tempo indeterminado”, frisou o chefe de Estado Maior Operacional da Polícia Militar.

Os helicópteros jogaram panfletos com números de telefones para denúncias.

Uma metralhadora antiaérea, com poder para derrubar helicópteros, foi apreendida pelo Bope (Foto: Paulo Pizza/G1)Uma metralhadora antiaérea, com poder para derrubar helicópteros, foi apreendida  (Foto: Paulo Piza/G1)

‘Libertação do jugo do fuzil’
Segundo o governo do Rio, a ocupação havia sido planejada há vários meses pela inteligência das forças de segurança. O governador Sérgio Cabral afirmou que a Operação Choque de Paz só foi possível “graças à união das forças públicas que trabalharam para o bem comum”. O dia, segundo ele, é histórico.

“Nada acontece por acaso. Isso foi planejado há muito tempo pela Secretaria de Segurança, há cerca de quatro, cinco meses, quando pedimos a presidente Dilma que o Exército ficasse no Alemão e Penha até 31 de junho de 2012, porque com isso conseguiríamos entrar na Rocinha”, afirmou o governador Sérgio Cabral.

O secretário de Segurança do Rio, José Mariano Beltrame, afirmou que o objetivo da ação era evitar confrontos. “O nosso objetivo era devolver aquele território à população e isso foi feito. Se chegou nesse local há muito pouco tempo, mas o mais importante é que foi sem disparar um tiro, sem derramar uma gota de sangue de seja lá quem for”, ressaltou . E completou: “Esse trabalho começou e não tem data para encerrar. É a libertação do jugo do fuzil”.

Um dos pontos altos da operação, que segundo a Secretaria de Segurança Pública começou no dia 1º de novembro, foi a prisão do traficante Antônio Bonfim Lopes, o Nem, apontado como o chefe do tráfico na Rocinha. Ele está preso em Bangu 1 e deve ser transferido para um presídio federal, fora do Rio, em breve.

Bandeiras são hasteadas na favela do Vidigal (Foto: Thamine Leta)Bandeiras são hasteadas na favela do Vidigal para oficializar a ocupação (Foto: Thamine Leta)

Blindados e helicópteros
Ainda era de madrugada quando equipes, carros blindados e helicópteros começaram a movimentação para invadir a Rocinha. Moradores foram orientados a não deixar suas casas para evitar ficar um possível confronto armado entre policiais e traficantes. Mas, ao contrário do que se imaginava, a retomada do território aconteceu de forma tranquila, sem que nenhum disparo tenha sido feito.

Criminosos tentaram colocar barricadas e jogaram óleo na pista, mas isso não pediu a chegada das tropas ao alto do morro. Homens estrategicamente posicionados nos principais acessos da comunidade ajudaram a evitar o fogo cruzado.

No Vidigal, colchões queimados e óleo jogado na pista, além de lixo e uma televisão, foram alguns dos obstáculos usados por criminosos para tentar impedir a retomada do território.

Às 4h deste domingo, uma coluna com 18 blindados e cerca de 700 homens avançou pelas vias das comunidades para começar a inserção dos homens. Às 4h30 ocorreu a chegada às comunidades, incluindo o uso de helicópteros com câmera de observação térmica. E às 6h, nossos homens informaram que todas as comunidades ocupadas já estavam sob controle”, afirmou o coronel Pinheiro Neto, chefe de Estado Maior Operacional da Polícia Militar.

13/11/2011 18h48 – Atualizado em 13/11/2011 20h32

Criminosos tentaram colocar barricadas e jogaram óleo na pista, mas isso não pediu a chegada das tropas ao alto do morro. Homens estrategicamente posicionados nos principais acessos da comunidade ajudaram a evitar o fogo cruzado.

No Vidigal, colchões queimados e óleo jogado na pista, além de lixo e uma televisão, foram alguns dos obstáculos usados por criminosos para tentar impedir a retomada do território.

Às 4h deste domingo, uma coluna com 18 blindados e cerca de 700 homens avançou pelas vias das comunidades para começar a inserção dos homens. Às 4h30 ocorreu a chegada às comunidades, incluindo o uso de helicópteros com câmera de observação térmica. E às 6h, nossos homens informaram que todas as comunidades ocupadas já estavam sob controle”, afirmou o coronel Pinheiro Neto, chefe de Estado Maior Operacional da Polícia Militar.

Rocinha - dados - raio x - 13/11 (Foto: Editoria de arte/G1)
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PF prende número 2 do Ministério do Turismo e mais 37 por corrupção

A Polícia Federal prendeu o número 2 do Ministério do Turismo, o secretário-executivo, Frederico Silva da Costa, nesta terça-feira, 9, e mais 37 pessoas envolvidas em um suposto esquema de desvios de dinheiro público. A Operação Voucher investiga fraudes em convênios da pasta feitos no Amapá.

Foram demitidos também o secretário de Programas de Desenvolvimento do Turismo, o ex-deputado federal baiano Colbert Martins (PMDB), e o ex-secretário-executivo da pasta, Mário Moyses, que dirigiu a Embratur até junho deste ano. Moysés é ligado à petista e senadora Marta Suplicy. Trabalhou com ela na Prefeitura de São Paulo e foi seu chefe de gabinete no mesmo ministério. Entre os presos estão ainda diretores e funcionários do Instituto Brasileiro de Desenvolvimento de Infraestrutura Sustentável (Ibrasi), com o qual o ministério teria feito convênio irregularmente.

Cerca de 200 policiais federais, divididos em São Paulo, Brasília e Macapá, cumpriram 19 mandados de prisão preventiva, 19 mandados de prisão temporária e 7 mandados de busca e apreensão. Em Brasília, foram cumpridos dois mandados de busca e apreensão, 10 mandados de prisão preventiva e cinco mandados de prisão temporária. Os presos preventivamente em São Paulo e Brasília foram transferidos para Macapá (AP).

De acordo com a PF, a operação, realizada conjuntamente com Ministério Público Federal e a Secretaria de Controle Externo no Amapá, começou a partir de investigações realizadas pela Delegacia de Repressão a Crimes Fazendários no Amapá, que descobriu indícios de desvios de recursos públicos.

Suspeitas. Em nota, a Polícia Federal destacou as irregularidades em convênio do ministério firmado em 2009 com o Instituto Brasileiro de Desenvolvimento de Infraestrutura Sustentável (Ibrasi) para capacitação profissional no Amapá. Segundo o texto, não houve abertura para que outras empresas se candidatassem a oferecer o serviço e o Ibrasi não tinha condições técnicas e operacionais para prestar a capacitação. A investigação teria identificado fraude na documentação apresentada e falta de fiscalização do convênio pelo ministério.

O Ministério do Turismo, comandado por Pedro Novais (PMDB), ainda não se pronunciou sobre a operação.

Faxinas. As prisões colocam o Turismo na lista de escândalos envolvendo ministério do governo Dilma Rousseff. O mais recente é o da Agricultura, alvo de denúncias de tráfico de influência. Até o momento, a presidente Dilma mantém apoio ao ministro Wagner Rossi, indicado do vice-presidente Michel Temer, do PMDB. Nesta segunda-feira, 8, a Controladoria-Geral da União (CGU) recolheu computadores do ministério e abriu uma nova investigação para apurar supostas irregularidades em pagamento da Companhia Brasileira de Abastecimento (Conab) a uma empresa goiana.

Dias antes, o Ministério dos Transportes foi o alvo de uma faxina e teve 27 pessoas afastadas, entre elas o ministro Alfredo Nascimento (PR). No início de junho, denúncias derrubaram também Antonio Palocci do comando da Casa Civil. Na semana passada, Nelson Jobim deixou o Ministério da Defesa em razão de declarações desfavoráveis ao governo.

Passo a passo da crise

Desde o começo de junho, quando começaram a surgir as primeiras denúncias no Ministério dos Transportes, outras cinco pastas foram relacionadas a supostos casos de corrupção: Minas e Energia, Desenvolvimento Agrário, Cidades, Agricultura e Turismo.

Relembre as denúncias contra alguns ministérios

A Polícia Federal prende 38 pessoas ligadas direta ou indiretamente ao Ministério do Turismo. Entre os detidos estão o secretário-executivo e número dois na hierarquia da pasta, Frederico Silva da Costa, além do ex-presidente da Embratur, Mário Moisés, o secretário nacional de Desenvolvimento de Programas de Turismo, Colbert Martins da Silva Filho, e diretores e funcionários do Instituto Brasileiro de Desenvolvimento de Infraestrutura Sustentável (Ibrasi) e empresários.

Segundo a PF, foram detectados indícios de desvio de dinheiro público no convênio de R$ 4,4 milhões firmado em 2009 entre o ministério e o Ibrasi.

Costa opera como secretário-executivo da pasta desde 2008, promovido pelo petista Luiz Barreto. Seu superior imediato, o ministro do Turismo Pedro Novais, foi indicado pelo presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP) –que nega a indicação e a atribuiu à bancada do partido na Câmara.

AGRICULTURA Em entrevista à revista “Veja”, na edição do dia 30 de julho, Oscar Jucá Neto chamou o PMDB, partido do ministro Wagner Rossi (Agricultura) e do vice-presidente, Michel Temer, de “central de negócios”.

Neto é ex-diretor financeiro da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) e irmão do líder do governo no Senado, Romero Jucá (PMDB-RR). Ele foi exonerado do cargo por autorizar um pagamento irregular de cerca de R$ 8 milhões à empresa de um laranja.

Segundo Neto, a Conab estaria atrasando o repasse de R$ 14,9 milhões à empresa Caramuru Alimentos para aumentar o montante a ser pago em R$ 20 milhões. Desse total, R$ 5 milhões seriam repassados por fora a autoridades do ministério.

O ministro nega todas as acusações. Sobre as irregularidades no contrato com a Caramuru, ele afirma que a venda foi feita por meio de concorrência pública com valor acima da avaliação feita pela Caixa Econômica Federal. A venda saiu por R$ 8,1 milhões e o preço destacado pela CEF foi de R$ 8 milhões.

Em outra denúncia, reportagem da “Folha de S.Paulo” apontou que Rossi transformou a Conab num cabide de empregos para acomodar parentes de líderes políticos de seu partido, o PMDB. Sobre as nomeações, o ministro disse que colocou “pessoas qualificadas” no estatal.

Em outra reportagem, a revista “Veja” de 6 de agosto publicou novas denúncias da existência de relações suspeitas entre funcionários do alto escalão do Ministério da Agricultura e lobistas, sobre as quais o ministro Wagner Rossi e o secretário executivo da pasta, Milton Ortolan, teriam conhecimento. No sábado (6), o ministro divulgou nota repudiando as informações da revista e, no mesmo dia, Ortolan pediu demissão do cargo.

CIDADES A revista “IstoÉ” do dia 30 de julho trouxe reportagem denunciando que o Ministério das Cidades, comandado por Mário Negromonte (PP), favorecia empreiteiras que contribuíram na campanha eleitoral do partido em 2010.

Segundo as acusações, o ministério também liberaria recursos para obras classificadas como “irregulares” pelo TCU (Tribunal de Contas da União).

Em nota, ministro afirma que as verbas destinadas às obras citadas pela reportagem foram aprovadas mediante projetos e licitações, e que os contratos foram realizados antes dele assumir o cargo.

DESENVOLVIMENTO AGRÁRIO/ MEIO AMBIENTE Reportagem do programa “Fantástico” de julho mostrou a venda de lotes que deveriam ser destinados para famílias beneficiadas pela reforma agrária. Outra denúncia se refere a madeireiros que destroem florestas em áreas destinadas à reforma agrária na região Norte do país. O esquema envolveria integrantes de cargos de confiança do governo.

Em nota, o Incra afirmou que as denúncias serão apuradas e relatórios serão enviados para a Polícia Federal e ao Ministério Público Federal para que esses órgãos investiguem os responsáveis. Caso não seja possível a retomada administrativa dos lotes, a autarquia entra com ação judicial pedindo a reintegração da posse.

Como a denúncia envolve a reforma agrária e uma área de proteção ambiental, os ministros Afonso Florence (Desenvolvimento Agrário) e Izabella Teixeira (Meio Ambiente) estão sendo questionados por parlamentares. Nenhum dos dois falou ainda se manifestou sobre o assunto.

MINAS E ENERGIA A revista “Época” publicou reportagem com base em vídeos, documentos e cheques, que integram uma investigação sigilosa do Ministério Público Federal e da Polícia Federal sobre irregularidades na ANP (Agência Nacional do Petróleo), autarquia especial vinculada ao Ministério de Minas e Energia, sob o comando de Edison Lobão (PMDB).

Em uma das gravações, dois assessores da agência exigem propina de R$ 40 mil para resolver um problema de um cliente. A reportagem também obteve a cópia de um cheque que um dos assessores da ANP recebeu de um advogado ligado ao maior adulterador de combustível do país.

Em nota, a agência afirma que as denúncias são de mais de dois anos atrás e que os chamados “assessores” da ANP já estão fora da instituição. O ministério ainda não se manifestou.

TRANSPORTE As denúncias começaram em 2 de julho, com uma reportagem da revista “Veja”, que relatou um suposto esquema de propinas no ministério que beneficiaria o PR –partido presidido pelo então ministro Alfredo Nascimento.

Em decorrência das denúncias, já caíram, até o momento, mais de 20 funcionários da pasta ou de autarquias ligadas ao setor, além do próprio ministro Nascimento.

A gota d’água para a saída de Nascimento do cargo foi a divulgação do jornal “O Globo” de que a empresa do filho dele, está sob investigação de enriquecimento ilícito após registrar um aumento patrimonial de 86.500% e de manter contato com empresas que têm negócios com o ministério.

Com a saída do ministério, Nascimento retoma as atividades como senador eleito no último pleito. Em discurso, apontou que as irregularidades surgiram no período que não era ministro e que iniciou uma sindicância interna para averiguar as denúncias

Colaborou com esta reportagem Hotmail,UOL,G1

Atualizado às 12h03

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Via Embratel não cumpre promessa e deixa cliente sem sinal após 22 dias de reclamação

A empresa brasileira de TV a cabo Via Embratel não tem cumprido com o que promete em seu número de atendimento ao cliente 08007215420

A cliente Ana Luisa Xavier Vasconcelos, estudante de direito residente no município de Itapipoca, cidade localizada no litoral norte cearense tem um contrato com a operadora Via Embratel para fornecimento de serviços de TV por assinatura, só que no último dia 06/07/2011 efetuou o pagamento e a operadora ficou de restabelecer o sinal em 48 horas. Passados 22 dias da data do pagamento o sinal não se normalizou. Segundo a cliente isto é um desrespeito e a empresa não merece confiabilidade, pois o serviço de pós venda não funciona. Como pode um assistente técnico morar em Sobral e dá assistência técnica em Itapipoca, distante 145 km do cliente. Muitas reclamações foram feitas, porém a Embratel não usou de sua força para obrigar um técnico irresponsável cumprir com seu dever. É uma decepção, é só promessa. Comentou Ana |Luisa.

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Açúcar contaminado com ferro, níquel e cobalto tem venda proibida em Minas Gerais

Fonte:Uol.com.br

O Ministério Público Estadual determinou a suspensão da venda de cinco marcas de açúcar cristal na cidade de Divinópolis (120 km de Belo Horizonte), região centro-oeste de Minas Gerais, e a apreensão da mercadoria no comércio do município. De acordo com o órgão, ainda foi instaurado um processo administrativo.

As amostras contaminadas com material ferromagnético (cobalto, níquel e ferro) são das marcas Doce Mel, Campo Doce, Tip Top e Maxçúcar. O açúcar da marca Bonzão ainda carece de análise final, mas a sua revenda também está proibida preventivamente na localidade.

O médico Carlos William Delfim, clínico geral do Hospital João 23, em Belo Horizonte, informou que o consumo de pedaços de metal pode causar, em um primeiro momento, lesões no esôfago ou estômago – os ferimentos podem variar de acordo com o tamanho do material.

Outro problema, segundo Delfim, é a contaminação por alguma substância química liberada pelo metal e que pode ser absorvida pelo organismo. Esse risco só é avaliado diante do conhecimento de que tipo de metal foi ingerido.

Todo o Brasil

O promotor Sérgio Gildin disse que, por enquanto, a proibição é válida apenas para o município mineiro, mas pode ser estendida a todas as cidades de Minas Gerais e, se for o caso, a todo o Brasil.

“Caso constate que (os produtos) sejam comercializados em outras regiões do Estado, eu remeto (o processo) para o Ministério Público em Belo Horizonte que aí eles podem determinar a suspensão da venda no Estado e no restante do país. A ação proposta em qualquer foro de capital pode ter abrangência nacional”, disse Gildin.

Segundo o promotor, a vigilância sanitária estadual e a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) foram alertadas sobre a possível comercialização dessas marcas em outras localidades.

As amostras do produto foram recolhidas em supermercados de Divinópolis entre os dias 30 do mês passado e 11 de julho, durante fiscalização. Fiscais do Ministério Público, Procons e agentes da vigilância sanitária ficarão encarregados de apreender os produtos impróprios para o consumo.

O promotor ainda solicitou auxílio à população, que poderá denunciar casos de descumprimento da determinação pelo telefone (37) 3691-3170.

Outro lado

A reportagem do UOL Notícias entrou em contato com a empresa que empacota as marcas Tip Top e Bonzão. O responsável pela área comercial da empresa disse que está tentando localizar a origem do açúcar, que, segundo ele, é da região de Ribeirão Preto, interior de São Paulo.

“Nós não fomos notificados ainda, mas vamos cumprir o que for determinado. Se foi detectado algum problema, não foi no empacotamento e, sim, na produção”, disse Luciano Almeida.

Questionado sobre o nome do fornecedor do açúcar, Almeida se esquivou. “A gente compra de várias usinas, ainda não conseguimos descobrir qual seria a que ocasionou isso aí (contaminação). Mas estamos tentando descobrir porque temos uma marca e precisamos zelar por ela”, afirmou.

A empresa que empacota a marca Doce Mel também foi procurada pela reportagem. Uma funcionária disse que o responsável iria se posicionar, mas até o fechamento deste texto não retornou a ligação.

A informação da operadora de telefonia traz que a ligação não foi completada com o número do telefone indicado como sendo da empresa que fabrica o açúcar denominado Campo Doce.  A empresa que fabrica a marca Maxçúcar não foi localizada.

Ação civil pública

A presidente da Associação de Defesa do Consumidor do Centro-Oeste de Minas Gerais (Adeccom), Tereza Lada, afirmou que vai entrar com uma Ação Civil Pública contra outras marcas suspeitas de contaminação. Segundo ela, ação ainda vai pleitear que o nome do fabricante do produto seja revelado.

“Essa ação é para apurar outras marcas que ainda não estão proibidas de serem vendidas, mas são suspeitas de terem tido contaminação”, disse Tereza. De acordo com a dirigente, o objetivo é também saber a origem do produto impróprio para o consumo humano.

“Se não formos à origem do problema, pode ser que eles continuem a distribuir o mesmo produto, mas com outro nome. A gente quer saber a fonte. É fácil colocar o produto em embalagem com outro nome. Com essa ação, esses empacotadores vão ter de informar quem é o fabricante do produto.”

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Presidente Itamar Franco morre aos 81 anos em São Paulo

Itamar Franco, presidente da República de 1992 a 1994, morreu aos 81 anos neste sábado no Hospital Israelita Albert Einstein, em São Paulo, onde estava internado desde o dia 21 de maio, quando foi diagnosticado com leucemia.

Segundo o hospital, Itamar morreu às 10h15 após acidente vascular cerebral. O corpo será transferido para Juiz de Fora (MG), para ser velado e depois para Belo Horizonte, cidade na qual, por desejo do presidente, o corpo será cremado, após receber homenagens no Palácio da Liberdade.

Eleito senador pelo PPS de Minas Gerais no ano passado, Itamar estava licenciado do cargo desde que foi internado, em maio deste ano.

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Lula Marques – 11.mai.11/Folhapress
Senador Itamar Franco no plenário; ex presidente brasileiro morre aos 81 anos em São Paulo
Senador Itamar Franco no plenário; presidente brasileiro morre aos 81 anos em São Paulo

No dia 27 de junho, porém, boletim médico mostrou que o senador havia contraído uma pneumonia grave e foi transferido para a UTI (Unidade de Tratamento Intensiva) do hospital. A leucemia havia sido detectada após o presidente realizar exames devido a uma forte gripe.

Itamar, que completou 81 anos no último dia 28 de junho, assumiu a Presidência após a renúncia de Fernando Collor de Mello. Ele também governou o Estado de Minas Gerais entre 1999 e 2003 e foi eleito senador no ano passado, com 5.125.455 votos.

PERFIL

O engenheiro Itamar Augusto Cautiero Franco nasceu em 28 de junho de 1930 a bordo de um navio. Ele foi registrado em Salvador (BA). Sua carreira política teve início no MDB (Movimento Democrático Brasileiro), legenda pela qual foi eleito prefeito de Juiz de Fora em duas gestões, entre 1967 e 1971 e entre 1973 e 1974.

Também representando o MDB, Itamar chegou a Brasília para seu primeiro mandato como senador em 1974. Ele se reelegeu em 1982, já como militante do PMDB.

Quatro anos depois, Itamar migrou para o PL, após divergências com o diretório mineiro do PMDB. Ele chegou a concorrer ao governo de Minas, mas perdeu a disputa para a antiga legenda.

Em 1989, durante as primeiras eleições diretas para presidente depois da ditadura militar, Itamar foi eleito vice-presidente do Brasil pelo PRN, na chapa de Fernando Collor de Melo. Collor recebeu 20 milhões de votos no primeiro turno e 35 milhões no segundo turno, contra o petista Luiz Inácio Lula da Silva.

PRESIDÊNCIA

Itamar Franco assumiu a Presidência da República em 2 de outubro de 1992, depois da renúncia de Collor e do processo que levou ao seu impeachment. O político nascido na Bahia permaneceu no cargo de comandante em chefe da nação durante dois anos, três meses e 29 dias.

Seu governo foi marcado por uma coalizão de partidos, cujo objetivo era garantir a governabilidade e a estabilidade democrática após o processo de impeachment que mobilizou a sociedade, além da administração dos crescentes problemas econômicos, como a escalada da inflação.

Entre os feitos de Itamar como presidente, está a aprovação do IPMF (Imposto Provisório sobre Movimentação Financeira) que, em 1996, passou a se chamar CPMF (Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira).

Em 1993, o governo realizou um plebiscito previsto na Constituição de 1988 para escolher a forma e o sistema de governo brasileiros. O resultado confirmou o regime republicano e o sistema presidencialista.

Ainda durante a gestão de Itamar, em 1993, Fernando Henrique Cardoso foi nomeado ministro da Fazenda, e incumbido com a tarefa de combater a inflação. No mesmo ano, o Brasil adotou o Cruzeiro Real, e foi lançado o Plano de Estabilização Econômica, que preparava o país para a introdução de uma nova moeda.

Em julho de 1994, o real começou a circular.

A estabilidade econômica do Plano Real garantiu a FHC a vitória na disputa presidencial daquele ano.

VIDA PÚBLICA

Desde que passou a faixa de presidente a FHC, em 1º de janeiro de 1995, Itamar seguiu na vida pública. Ele se tornou embaixador do Brasil em Portugal entre 1995 e 1996 e, depois, representou o país na OEA (Organização dos Estados Americanos) de 1996 a 1998.

Neste ano, depois de não ter conseguido a indicação do PMDB para disputar a Presidência, Itamar venceu as eleições para o governo de Minas Gerais.

Ele tentou concorrer nas eleições presidenciais de 2002 e 2006, mas perdeu a indicação do partido novamente para outros candidatos. Em 2009, Itamar anuncia sua filiação ao PPS e, no ano seguinte, disputa as eleições para o Senado.

O presidente foi eleito senador por Minas com 5.125.455 votos. Seu primeiro suplente é José Perrela de Oliveira Costa.

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Organização da parada diz ter reunido 4 milhões; evento celebra união gay e critica homofobia

Iniciada com uma grande valsa para celebrar seus 15 anos, a Parada do Orgulho LGBT de São Paulo de 2011 teve como tom a celebração da recente decisão do STF (Supremo Tribunal Federal) que reconheceu como estável a união de casais do mesmo sexo, e a reivindicação da aprovação do Projeto de Lei 122, que criminaliza a homofobia. Segundo a organização da parada, o evento reuniu 4 milhões de pessoas. O número, de acordo com os organizadores, foi calculado com base em dados da PM. Um número oficial deve divulgado ao longo da semana. A Polícia Militar não confirma o número de participantes.

28.mai.2008 Em 2008, a Parada do Orgulho LGBT de São Paulo não foi citada no Guinness Book, o livro dos recordes, pela sua quantidade de público. Um dos motivos pode ter sido a falta de dados de fontes oficiais, como a PM. A associação que promove a Parada informa que 3,4 milhões de pessoas participaram. Foi a primeira vez que o evento registrou queda de público em relação ao ano anterior Mais 28.mai.2008 – Rogério Cassimiro/Folhapress

De acordo com a PM, seis ocorrências foram registradas durante o evento (três casos de tráfico de drogas e três casos de furtos e roubos).  Em um dos casos, Leandro Marcos, ajudante de cozinha, teve seus óculos, que custam aproximadamente R$ 1.500, furtado por um adolescente de 17 anos que, segundo a polícia, participava de arrastões. O menor chegou a ser agredido antes de ser apreendido.

Mesmo proibidas, garrafas com bebidas alcóolicas foram vendidas na parada. Somente em um dos quatro ambulatórios montados para o evento, foram registrados 120 atendimentos até 19h deste domingo (26), a maioria jovens embriagados . “Parece cenário de guerra”, disse o médico Drauzio Varella, que visitou o ambulatório no final da parada, ao se referir ao ambulatório.

Beijo com mordida no lábio Mais Mastrangelo Reino/Folhapress

O médico Sauro Bagnaresi, responsável pelo ambulatório, a “parada deste ano foi a mais tranquila dos últimos dez anos”.

Qual é o melhor beijo das Paradas Gays?: Qual é o melhor beijo das Paradas Gays? icone

Estreantes na parada, feirantes reclamam da falta de organização e vendas fracasicone

Olho mágico da 15ª Parada Gay: Olho mágico da 15ª Parada Gay icone

Três pessoas são detidas com drogas durante a Parada Gay em SP

14.jun.2009 Os trios elétricos de casas noturnas, que eram tradicionais até então, deixam de ser usados. De acordo com a Folha de S.Paulo, isso abriu espaço para militantes de causas ambientais ou sociais participarem em trios elétricos, divulgando suas ideias para participantes da Parada, assim como sindicatos de diferentes profissões. O número de participantes cai novamente. A organização estima em 3,1 milhões de pessoas e a PM mais uma vez preferiu não estimar público Mais 14.jun.2009 – Rivaldo Gomes/Folhapress

27.jun.1999 A parada de 1999 reuniu cerca de 20 mil pessoas, de acordo com a Polícia Militar. A Associação da Parada do Orgulho LGBT atribui a este ano a participação de 35 mil pessoas. Em entrevista ao jornal Folha de S.Paulo, o então presidente da associação da parada, Nelson Matias Pereira, informava ter recebido ameaças de morte por telefone antes da passeata. “Eles diziam que quanto mais veado melhor, pois iam matar todos de uma vez”, declarou na época Mais

Manifestantes andam de mãos dadas na 15ª Parada do Orgulho LGBT de São Paulo Reinaldo Canato/UOL

10 casais participaram de casamento gay coletivo realizado no início da noite de sábado (25) na faculdade de Direito do Largo de São Francisco, em São Paulo Mais Monalisa Lins

10 casais participaram de casamento gay coletivo realizado no início da noite de sábado (25) na faculdade de Direito do Largo de São Francisco, em São Paulo Mais Monalisa Lins

10 casais participaram de casamento gay coletivo realizado no início da noite de sábado (25) na faculdade de Direito do Largo de São Francisco, em São Paulo Mais Monalisa Lins

Manifestantes abrem bandeira do arco-iris em rio, como forma de resistência contra a proibição oficial de ato em São Petersburgo, na Rússia Mais Kirill

Policiais detém ativista gay perto do monumento a Pedro, o Grande, no centro de São Petersburgo Mais Kirill Kudryavtsev/AFP

Participantes vão vestidos de aeromoças para a Parada Gay de Berlim Mais John MacDougall/AFP

Folião foi vestido de parque de diversão para a Parada Gay de Berlim, neste sábado Mais Thomas

Pablo Bolon festeja a votação de 33 a favor e 29 contra no Senado de Nova York que permitiu o casamento entre homossexuais no Estado norte-americano Mais Justin Lane/EFE

Foliões da Parada Gay de Berlim se pintaram para marcar o dia de manifestar o orgulho homossexual Mais Pawel Kopczynski/Reuters

Na frente do tradicional bar Stonewaal Inn, gays festejam a aprovação do casamento entre homossexuais em Nova York, o Estado mais populoso dos EUA Mais John Minchillo/AP

Infláveis com as cores do arco-iris pendem da fachada do Conjunto Nacional, na avenida Paulista, um dos epicentros da Parada Gay que acontece neste domingo Mais Eduardo Anizelli/Folhapress

O casal Sara Baumann (esq.) e Shea Leibfreid se beija para festejar a votação no Senado de Nova York que autorizou o casamento entre pessoas do mesmo sexo Mais

A prefeitura paulistana espalhou cartazes para evitar o lixo acumulado após a Parada Gay na cidade, que acontece neste domingo a partir do meio-dia Mais Eduardo Anizelli/Folhapress

Performer agita a Parada Gay de Berlim, que tomou as ruas da capital alemã neste sábado Mais John MacDougall/AFP

Ativista gay balança bandeira LGBT diante da bandeira norte-americana para comemorar votação que permitiu o casamento entre homossexuais em Nova York Mais Lucas Jackson/Reuters

Movimento de algumas lojas na região da rua 25 de março aumentou com a Parada do Orgulho Gay Mais Rubens Cavallari/Folhapress

Festa, protestos e brigas marcam 15 anos de Parada Gay em São Paulo; veja imagens históricas Arte UOL

O primeiro casamento coletivo homoafetivo do Brasil foi realizado nesta quarta-feira no Rio de Janeiro. No total, 43 casais oficializaram suas uniões Mais Júlio César Guimarães/UOL

O primeiro casamento coletivo homoafetivo do Brasil foi realizado nesta quarta-feira no Rio de Janeiro. No total, 43 casais oficializaram suas uniões Mais Júlio César Guimarães/UOL

O primeiro casamento coletivo homoafetivo do Brasil foi realizado nesta quarta-feira no Rio de Janeiro. No total, 43 casais oficializaram suas uniões Mais Júlio César Guimarães/UOL

O primeiro casamento coletivo homoafetivo do Brasil foi realizado nesta quarta-feira no Rio de Janeiro. No total, 43 casais oficializaram suas uniões Mais Júlio César Guimarães/UOL

O primeiro casamento coletivo homoafetivo do Brasil foi realizado nesta quarta-feira no Rio de Janeiro. No total, 43 casais oficializaram suas uniões Mais Júlio

O primeiro casamento coletivo homoafetivo do Brasil foi realizado nesta quarta-feira no Rio de Janeiro. No total, 43 casais oficializaram suas uniões Mais Júlio César Guimarães/UOL

O primeiro casamento coletivo homoafetivo do Brasil foi realizado nesta quarta-feira no Rio de Janeiro. No total, 43 casais oficializaram suas uniões Mais JúlioCésar Guimarães/UOL

O primeiro casamento coletivo homoafetivo do Brasil foi realizado nesta quarta-feira no Rio de Janeiro. No total, 43 casais oficializaram suas uniões Mais Júlio César Guimarães/UOL

O primeiro casamento coletivo homoafetivo do Brasil foi realizado nesta quarta-feira no Rio de Janeiro. No total, 43 casais oficializaram suas uniões Mais Júlio César Guimarães/UOL

O primeiro casamento coletivo homoafetivo do Brasil foi realizado nesta quarta-feira no Rio de Janeiro. No total, 43 casais oficializaram suas uniões Mais Júlio César Guimarães/UOL César Guimarães/UOL

O primeiro casamento coletivo homoafetivo do Brasil foi realizado nesta quarta-feira no Rio de Janeiro. No total, 43 casais oficializaram suas uniões Mais Júlio César Guimarães/UOL

O primeiro casamento coletivo homoafetivo do Brasil foi realizado nesta quarta-feira no Rio de Janeiro. No total, 43 casais oficializaram suas uniões Mais Júlio César Guimarães/UOL

O jornalista Liorcino Mendes, 47, e estudante Odílio Torres, 23, participam nesta quarta-feira do primeiro casamento coletivo homoafetivo do Brasil, no Rio de Janeiro. O casal ficou conhecido após ter a união estável cancelada por um juiz de Goiânia Mais Júlio

O primeiro casamento coletivo homoafetivo do Brasil foi realizado nesta quarta-feira no Rio de Janeiro. No total, 43 casais oficializaram suas uniões Mais Júlio César Guimarães/UOL

O primeiro casamento coletivo homoafetivo do Brasil foi realizado nesta quarta-feira no Rio de Janeiro. No total, 43 casais oficializaram suas uniões Mais Júlio César Guimarães/UOL

O jornalista Liorcino Mendes, 47, e estudante Odílio Torres, 23, participam nesta quarta-feira do primeiro casamento coletivo homoafetivo do Brasil, no Rio de Janeiro. O casal ficou conhecido após ter a união estável cancelada por um juiz de Goiânia Mais Júlio César Guimarães/UOL

O primeiro casamento coletivo homoafetivo do Brasil foi realizado nesta quarta-feira no Rio de Janeiro. No total, 43 casais oficializaram suas uniões Mais Júlio César Guimarães/UOL

O primeiro casamento coletivo homoafetivo do Brasil foi realizado nesta quarta-feira no Rio de Janeiro. No total, 43 casais oficializaram suas uniões Mais Júlio César Guimarães/UOL

O primeiro casamento coletivo homoafetivo do Brasil foi realizado nesta quarta-feira no Rio de Janeiro. No total, 43 casais oficializaram suas uniões Mais Júlio César Guimarães/UOL

O primeiro casamento coletivo homoafetivo do Brasil foi realizado nesta quarta-feira no Rio de Janeiro. No total, 43 casais oficializaram suas uniões Mais Júlio César Guimarães/UOL

28.mai.2008 Drag queen posa para foto ao lado do prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab, durante a 12ª Parada do Orgulho LGBT de São Paulo Mais28.mai.2008 – Danilo Verpa/Folhapress

26/06/2011 20h23 – Atualizado em 26/06/2011 21h06

Organização estima em 4 milhões público da Parada Gay de SP

Apesar da chuva, participantes lotaram a Paulista neste domingo (26).
PM diz não ter dado de público; casos de furto e tráfico foram registrados.

Carolina Iskandarian e Letícia Macedo Do G1 SP

Público chega à Praça Roosevelt, ponto final da Parada (Foto: Raul Zito/G1)Público chega à Praça Roosevelt, ponto final da Parada (Foto: Raul Zito/G1)

Participantes da Parada Gay cantaram, dançaram e brincaram

Pessoas de vários estados, profissões, classes sociais e estilos cobriram a Avenida Paulista Daigo Oliva/G1

Deputado Jair Bolsonaro foi lembrado/ Daigo Oliva/G1

Balões, cartazes e fantasias chamaram a atenção para os direitos dos homossexuais/Daigo Oliva/G1

Senadora Marta Suplicy (PT) participa da festa /Daigo Oliva/G1


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18/06/2011 21h59 – Atualizado em 19/06/2011 17h46 Vítima de queda do helicóptero é filho do vocalista do Biquíni Cavadão

Acidente ocorreu na noite de sexta-feira, na praia Ponte de Itapororoca.
Gabriel Kfuri Gouveia, de 2 anos, é filho do músico Bruno Gouveia.

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Fernanda Kfuri e seu filho Gabriel Kfuri Gouveia, de 2 anos ambos queda de um helicóptero na noite de sexta-feira (17) na praia Ponte de Itapororoca, no litoral de Porto Seguro – BA

O garoto Gabriel Kfuri Gouveia, de 2 anos, que morreu após a queda de um helicóptero na noite de sexta-feira (17) na praia Ponte de Itapororoca, no litoral de Porto Seguro, é filho do músico Bruno Gouveia, vocalista da banda Biquíni Cavadão.

De acordo com a assessoria da banda, Gouveia está em regresso dos Estados Unidos e desembarcará no Rio de Janeiro na manhã deste domingo (19), quando será informado da morte. O empresário da banda, Adrian Marschner, diz que Bruno e o filho são muito ligados e que ele evitava ficar distante do garoto.

Gabriel estava no helicóptero com a mãe e ex-mulher de Bruno Gouveia, Fernanda Kfuri, de 34 anos, que chegou a ser levada para o hospital, mas não resistiu aos ferimentos. No total, no acidente, morreram quatro pessoas. Outras três estão desaparecidas, segundo a Aeronáutica. Entre os desaparecidos está a irmã de Fernanda, Jordana Kfuri – que é mãe de Luca Kfuri de Magalhães Lins, de 3 anos, que também morreu no acidente.

Bruno Gouveia parte dos Estados Unidos às 22h deste sábado, segundo o empresário. Familiares irão recepcioná-lo no Aeroporto Internacional no Galeão, no Rio de Janeiro.

Acidente
O helicóptero Esquilo, de prefixo PR-OMO, decolou de Porto Seguro às 18h41 de sexta-feira e deveria pousar às 18h51 na Fazenda Jarumã, que era o destino final do helicóptero. A FAB informou que o piloto não fez contato com o controle de tráfego aéreo local para informar qualquer anormalidade durante o voo.

Além de Gabriel e de Fernanda, estavam no voo também Mariana Noleto, namorada do filho do governador Sérgio Cabral, a irmã de Fernanda, Jordana Kfuri, com seu filho, Luca Kfuri de Magalhães Lins, de 3 anos, a babá das crianças, Norma Batista de Assunção, de 49 anos, e o piloto Marcelo Mattoso Almeida, sócio do Jacumã Ocean Resort, para onde estavam sendo levados os passageiros.

Os corpos de Gabriel, Luca, Fernanda e da babá Norma estão entre os resgatados, periciados e liberados e seguem para o Rio de Janeiro. O secretário-chefe da Casa Civil do Rio de Janeiro, Regis Fichtner, informou que o governador está em Porto Seguro e acompanha os trabalhos de busca e resgate.

Bernardo Tabak Do G1 RJ

À esquerda, o vocalista da banda Biquíni Cavadão, Bruno Gouveia, carrega o caixão do filho de 2 anos, que morreu na queda de um helicóptero na Bahia (Foto: Bernardo Tabak/G1)À esquerda, o vocalista da banda Biquíni Cavadão, Bruno Gouveia, carrega o caixão do filho de 2 anos, que morreu na queda de um helicóptero na Bahia (Foto: Bernardo Tabak/G1)

Os corpos de Fernanda Kfuri, de 35 anos, ex-mulher do vocalista Bruno Gouveia, e do filho deles, Gabriel Kfuri Gouveia, de 2 anos, foram enterrados por volta das 15h30 deste domingo (19) no Cemitério São João Batista, em Botafogo, na Zona Sul do Rio de Janeiro. Mãe e filho estavam em um helicóptero que caiu no sul da Bahia, na noite de sexta-feira (17).

Parentes, amigos e integrantes da banda Biquíni Cavadão trocaram solidariedade e carinho no velório e sepultamento dos corpos. “O Bruno soube disso hoje de manhã. É um dos dias mais tristes da vida dele”, disse o guitarrista Carlos Coelho. “O Bruno perdeu duas das pessoas mais importantes da vida dele. Ele está sofrendo muito”, acrescentou o tecladista Miguel Flores.

Integrantes da banda Biquíni Cavadão falam com a imprensa no velório da ex-mulher e do filho do vocalista Bruno Gouveia (Foto: Bernardo Tabak/G1)Integrantes da banda Biquíni Cavadão falam com a
imprensa no velório da ex-mulher e do filho do
vocalista Bruno Gouveia (Foto: Bernardo Tabak/G1)

“Eu espero que vocês compreendam que a gente precisa de privacidade, e por conta disso contratamos seguranças. A gente pede desculpas por qualquer inconveniente que tenha ocorrido”, disse Flores aos jornalistas, explicando a presença de seguranças armados na entrada das capelas e nos portões de acesso ao cemitério.

Segundo a administração do cemitério, o corpo de Luca Kfuri de Magalhães Lins, 3 anos, também foi levado para o São João Batista e sepultado ainda na noite de sábado.

Sete pessoas a bordo de helicóptero
Sete pessoas estavam a bordo. Mariana Noleto, namorada do filho do governador Sérgio Cabral, o empresário Marcelo Mattoso de Almeida, que pilotava o helicóptero, e Jordana Kfuri, mãe de Luca, não foram encontrados.

Foram resgatados quatro corpos: do filho de Jordana, Luca, da irmã dela, Fernanda Kfuri, 35 anos, do sobrinho, Gabriel Kfuri Gouveia, 2 anos, e da babá das crianças. As sete vítimas tinham deixado o Rio para passar o fim de semana no resort do empresário.

O acidente foi durante uma viagem curta, entre Porto Seguro e Trancoso. O helicóptero caiu no mar na Praia de Itapororoca. O governador Sérgio Cabral está acompanhando as buscas na região.

Família tem esperança
A família de Mariana Noleto, que estava no helicóptero que caiu na praia de Ponta de Itapororoca, em Porto Seguro, litoral da Bahia, ainda aguarda notícias da jovem após o acidente. “Nossa esperança é Jesus, mas sabemos que ele só faz aquilo que quer e, por mais que pareça difícil, temos que aceitar seus desígnios”, disse ao G1, neste sábado (18), o tio de Mariana, Victor Massena.

Mariana, que tem 20 anos, mora no Rio e é namorada do filho do governador Sérgio Cabral, segue desaparecida. Ainda de madrugada, o pai da jovem, Hélio Aquino Noleto, embarcou para Porto Seguro para acompanhar de perto as buscas. A mãe, Márcia Cristina Massena Fernandes Noleto, segue em casa, no Rio, aguardando notícias do caso.

Pelo Twitter, o filho de Cabral, Marco Antônio, enviou uma mensagem de esperança ao irmão de Mariana, João. “Estamos todos aqui sentindo uma dor IMENSA!Vc sabe o quanto eu amo a sua irmã e me dedico a ela!Fica calmo!Não aja assim!”, disse o jovem pelo microblog.

Quatro mortos
Também na madrugada, a Polícia Militar informou que quatro pessoas morreram no acidente. Uma das vítimas, Fernanda Kfuri, 35 anos, chegou a ser resgatada com vida, mas morreu no hospital regional Luis Eduardo Magalhães, em Porto Seguro. De acordo com informações da Polícia Civil de Porto Seguro, foram reconhecidos Luca Kfuri de Magalhães Lins, 3 anos, filho de Fernanda, e Gabriel Kfuri Gouveia, 2 anos, filho de Jordana Kfuri Cavendish, ainda desaparecida. A polícia confirmou também a morte de Norma Batista de Assunção, 49 anos, que era babá das crianças.

De acordo com informações da polícia e do Jacumã Ocean Resort, para onde estavam sendo levados os passageiros, quem pilotava o helicóptero era o empresário e sócio do empreendimento, Marcelo Mattoso Almeida, que está entre os desaparecidos. O piloto comandava um helicóptero modelo Esquilo, de prefixo PR-OMO. Os passageiros saíam de um jantar em outro resort e seguiam para o Jacumã, ambos em Trancoso.

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