BC dos EUA adota meta de inflação pela 1ª vez

O Federal Reserve (Fed, banco central dos Estados Unidos) tomou uma decisão histórica nesta quarta-feira (25) ao adotar uma meta de inflação de 2%. É a primeira vez que o Fed comunica oficialmente ao mercado sua meta para a inflação.

Com isso, o Fed passa a ter uma política alinhada com a de outros importantes bancos centrais no mundo. No Brasil, esse sistema é adotado desde 1999.

A ação é uma vitória do presidente da instituição, Ben Bernanke.

“Comunicar essa meta de inflação claramente ao público ajuda a manter a expectativa de longo prazo de inflação firmemente ancorada, com isso promovendo a estabilidade de preços e taxas de juros de longo prazo moderadas, e melhorando a capacidade do comitê de promover o máximo de emprego face às significativas turbulências econômicas”, afirmou o Fed em seu comunicado.

Por outro lado, o Fed decidiu não estabelecer uma meta fixa de geração de emprego, alegando que o mercado de trabalho não é determinado por fatores monetários.

Fed promete juros baixo nos EUA até 2014

O Fed também decidiu estender a promessa de juros historicamente baixos até os últimos meses de 2014 – lembrando que as condições econômicas que permitem isso deverão ser as mesmas, destacou a instituição em comunicado.

Assim, o Federal Reserve decide por manter a taxa de juro entre 0% a 0,25% ao ano.

Os baixos níveis de utilização de recursos e a baixa nflação no meio termo foram os motivos destacados pela autoridade monetária norte-americana para que se continue a ter juros baixos, mantendo assim uma política monetária “altamente acomodativa”, que o comitê acredita ser consistente com o seu duplo mandato – isto é, o máximo emprego com preço estáveis.

Meta é consistente com duplo mandato do Fed

A meta de inflação é consistente com o duplo mandato do Fed, segundo Bernanke.

“Ao longo do tempo, uma taxa de inflação mais alta reduziria a capacidade do público de tomar decisões econômicas e financeiras de longo prazo precisas, ao passo que uma taxa de inflação mais baixa pode ser associada com uma elevada probabilidade de cair para deflação, o que pode levar a significativos problemas econômicos”, afirmou o presidente do Fed em entrevista coletiva depois da decisão de manter a taxa de juros em 0% a 0,25%.

Ele afirmou ainda que a meta de inflação de 2% pode contribuir para reforçar a estabilidade de preços e deixar moderadas as taxas de juros de longo prazo.

Bernanke disse ainda esperar que a economia continue crescendo em ritmo moderado nos próximos trimestres, apesar de alguma desaceleração no crescimento global, refletindo as atuais pressões no setor imobiliário e as condições de crédito ainda restritas para muitas famílias e pequenas empresas.

Projeção de crescimento do PIB

Segundo Bernanke, as projeções dos integrantes do Comitê Federal do Mercado Aberto (Fomc, na sigla em inglês) do Fed, para o crescimento do PIB dos EUA em 2012, vão de 2,2% a 2,7%.

“Restrições nos mercados financeiros globais continuam a colocar significativo risco de baixa para essa perspectiva”, disse.

(Com informações da Reuters e Infomoney)

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BOLSA EUROPA – Índice fecha em queda com Grécia e balanços fracos

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Bovespa emenda 7ª alta e ganha mais de 10% no ano

A Bolsa brasileira emendou a sétima alta seguida nesta terça-feira (24) e superou 10% de ganhos no acumulado do ano, após outra sessão volátil, com o impasse nas negociações para rolagem da dívida da Grécia.


O Ibovespa, principal índice de ações na Bolsa paulista, fechou com valorização de 0,16%, aos 62.486,22 pontos. No mês e no ano, o índice já acumula alta de 10,10%.

O giro financeiro deste pregão foi de R$ 6,63 bilhões.

Dos 17 pregões realizados em 2012, a Bovespa só fechou em baixa em três deles.

“O que mais influenciou foi a Grécia, sem resultados da reunião”, afirmou o economista-sênior da CM Capital Markets, Maurício Nakahodo, referindo-se à notícia de que os ministros de finanças da zona do euro mandaram de volta para mais negociações uma oferta dos credores da Grécia de reestruturação da dívida.

Por aqui, entretanto, a valorização das ações da Petrobras ajudou a sustentar o Ibovespa no azul. Os papéis estenderam o movimento da véspera, após a confirmação de que a atual diretora de Gás e Energia, Maria das Graças Foster, substituirá José Sergio Gabrielli na presidência da empresa.

Dólar fica em R$ 1,753

dólar comercial fechou praticamente estável, anulando quase toda a alta do início do dia em meio à melhora nos mercados externos e antes de um feriado municipal no Brasil que deve reduzir a liquidez nas operações locais.

A moeda norte-americana registrou leve alta de 0,02%, cotada a R$ 1,753 na venda, encerrando uma série de seis baixas consecutivas, na qual se desvalorizou 2,12%. No mês e no ano, o dólar acumula desvalorização de 6,21% ante o real.

Ações de destaque na Bovespa

Nesta sessão, a preferencial da Petrobras (PETR4) teve alta de 1,07%, a R$ 25,40, enquanto a ordinária (PETR3) subiu 1,58%, a R$ 27,73.

OGX (OGXP3) também deu suporte ao índice, subindo 1,15%, a R$ 15,83. A preferencial da Vale (VALE5) teve aumento de 1,29%, a R$ 41,58.

Na outra ponta, Itaú Unibanco (ITUB4) recuou 1,81%, a R$ 35,74. MRV (MRVE3) caiu 2,96%, a R$ 13,45.

Bank of America Merrill Lynch e Citi mantiveram a recomendação de “compra” para a ação da MRV (MRVE3), após a empresa ter informado na véspera que encerrou 2011 com vendas contratadas de R$ 4,32 bilhões, alta anual de 15% e ligeiramente acima do piso da estimativa da empresa.

Bolsas internacionais

As Bolsas de Valores europeias recuaram, afastando-se da máxima em seis meses atingida na véspera, com preocupações de que a Grécia possa estar caminhando para um calote desordenado.

Os ministros das Finanças da zona do euro rejeitaram uma proposta feita por credores privados para ajudar a reestruturar a dívida da Grécia, levando os investidores a voltarem a considerar a ameaça de um default desordenado da Grécia.

As Bolsas de Valores asiáticas fecharam mistas, com os ganhos iniciais reduzidos depois que as negociações para reestruturação da dívida da Grécia sofreram outro grande revés, levantando a possibilidade de calote.

(Com informações da Reuters)

A taxa de câmbio abriu em alta, na máxima alcançando R$ 1,769, mas passou a perder força no restante do dia e na mínima recuou a R$ 1,752, conforme o euro e as Bolsas de Valores norte-americanas reduziam as perdas.

Mais cedo, predominou entre investidores a cautela em torno das discussões para salvar a Grécia de um calote. Os ministros das Finanças da zona do euro rejeitaram uma proposta de credores privados para trocar os bônus atuais por novos papéis, aumentando as dúvidas sobre o futuro de Atenas dentro da zona do euro.

No Brasil, o mercado continou recebendo fortes entradas de dólares. Segundo o Banco Central, o fluxo cambial registrou saldo positivo nas três primeiras semanas do ano de US$ 6,654 bilhões. Só na semana passada, foram US$ 3,636 bilhões, mantendo o forte ritmo de entrada.

O reforço nos ingressos levou os bancos a reverterem suas posições em dólar no mercado à vista, agora compradas em US$ 4,84 bilhões. As instituições terminaram dezembro com exposição vendida de US$ 1,583 bilhão.

A sessão de quarta-feira deve ser bastante fraca, devido ao feriado de aniversário da cidade de São Paulo. Da pauta internacional, destaque para a decisão de juro nos Estados Unidos, para a qual a expectativa é de que o Federal Reserve (banco central norte-americano) deve manter a taxa entre zero e 0,25%.

As operações domésticas voltam ao normal na quinta-feira.

Bolsas internacionais

As Bolsas de Valores europeias recuaram, afastando-se da máxima em seis meses atingida na véspera, com preocupações de que a Grécia possa estar caminhando para um calote desordenado.

Os ministros das Finanças da zona do euro rejeitaram uma proposta feita por credores privados para ajudar a reestruturar a dívida da Grécia, levando os investidores a voltarem a considerar a ameaça de um default desordenado da Grécia.

As Bolsas de Valores asiáticas fecharam mistas, com os ganhos iniciais reduzidos depois que as negociações para reestruturação da dívida da Grécia sofreram outro grande revés, levantando a possibilidade de calote.

(Com informações da Reuters)

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Eike Batista cria maior empresa privada de energia do país

União da MPX com a alemã E.ON terá capacidade de geração de 20.000 megawatts, ou 20% da atual capacidade de geração do Brasil

Eike Batista

São Paulo – A empresa de energia MPX, de Eike Batista, confirmou nesta quarta-feira a formação de uma joint venture com a elétrica alemã E.ON, que formará a maior empresa privada de energia do Brasil. A expectativa é de que a aliança produza uma empresa com capacidade de geração de 20.000 MW de energia, o que representa cerca de 20% da atual capacidade total do Brasil, segundo a MPX.

Pelo acordo, a MPX vai levantar R$ 1 bilhão por meio de aumento de capital, no qual a E.ON vai participar com cerca de R$ 850 milhões. Com o investimento, a elétrica alemã terá participação de 10% na empresa de energia do conglomerado controlado por Eike Batista.

A joint-venture em partes iguais “será o único veículo de investimento para novos projetos de energia de ambas as companhias no Brasil e no Chile e será responsável pelo desenvolvimento, execução e operação de empreendimentos de energia térmica e renovável nestes países, além de todas as atividades de suprimento e comercialização”, informa a MPX.

Para formar o novo empreendimento da dupla, a MPX entregará à joint-venture 50% de sua carteira de empreendimentos térmicos sem contrato de compra e venda de energia e a E.ON terá opção de comprar participação adicional no projeto de energia no Porto de Açu, que está sendo erguido no Rio de Janeiro.
A joint-venture também reunirá atividades de suprimento e comercialização da MPX e os projetos de energia renovável da empresa de Batista.

As usinas térmicas têm capacidade total de 10,35 GW, enquanto os projetos de energia renovável são de fonte solar (5 MW) e eólica (113 MW).

Para permitir que a joint-venture acelere a implementação da carteira de projetos, “E.ON e MPX vão, caso a caso, analisar a possibilidade de pré-financiamento pela E.ON da porção de capital próprio da MPX”.

Parte do plano de aliança das duas empresas, a MPX fará cisão de ativos de mineração de carvão na Colômbia, criando uma nova empresa, a CCX, que será listada no Novo Mercado da BM&FBovespa.

Esta nova empresa receberá R$ 814 milhões em caixa da MPX e os acionistas da MPX receberão um papel da CCX para cada ação da MPX que detiverem. Essa cisão ocorrerá com conversão de debêntures em ações ordinárias.

As informações são do IG

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Banco do Nordeste disponibiliza R$ 11,5 bilhões do FNE para 2012

No Ceará, a projeção de financiamento do FNE é de R$ 1,7 bilhão

9/01/2012

Já aprovada pelo Conselho Deliberativo da Sudene (Condel), a Programação do Fundo Constitucional de Financiamento do Nordeste (FNE), operacionalizado pelo Banco do Nordeste, disponibiliza R$ 11,5 bilhões para aplicações na economia da Região, em 2012.  Em relação ao programado para o ano passado, a disponibilidade de recursos cresceu 16,2%.

Mais da metade desse montante (51% ou R$ 5,9 bilhões) está reservada para os agricultores familiares; mini, micro e pequenos produtores rurais; micro e pequenas empresas (MPE’s), e clientes de porte pequeno-médio.

A Indústria é o setor com maior projeção de financiamentos (R$ 2,9 bilhões), seguida pelo Comércio e Serviços (R$ 2,3 bilhões), Pecuária (R$ 2,2 bilhões) e Agricultura (R$ 2,1  bilhões). Também serão contemplados os setores da Agroindústria (R$ 334 milhões), Turismo (R$ 950,5 milhões) e Infraestrutura (R$ 673,4 milhões).

Para 2012, a Programação do FNE traz alguns ajustes, dos quais destacam-se a ampliação de limites de classificação de porte de beneficiários, com base na Lei Complementar nº 139, de 10/11/2011, novas finalidades de financiamento, revisão de limites de financiamento e a criação do Programa de Financiamento à Agropecuária Irrigada (FNE-Irrigação).

O FNE também ampliou o financiamento à economia da Cultura, que passa a ser atendida por todos os programas setoriais, não se limitando às condições de um único programa.

Dentre as condições diferenciadas previstas para beneficiários de mini, micro e pequeno porte, o FNE passa a financiar imóveis com edificações concluídas em área urbana, para MPEs que tenham um mínimo de 24 meses na atividade. Estas operações terão prazo de até 15 anos, incluindo carência de até 4 anos.

Além do apoio prioritário aos beneficiários de menor porte e aos espaços referenciados pela Política Nacional de Desenvolvimento Regional (PNDR), foi definido que o financiamento aos tomadores de grande porte será direcionado a projetos considerados de alta relevância e estruturantes, conforme critérios estabelecidos na Programação.

Fonte:BNB

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Banco do Nordeste destina recursos do FNE a todos os municípios de sua área de atuação

Em 2011, o Banco do Nordeste contratou operações de crédito em 100% dos municípios da área de financiamento do Fundo Constitucional de Financiamentos do Nordeste (FNE). É o segundo ano consecutivo em que a Instituição contempla a totalidade dos municípios da área financiável com recursos do FNE, consolidando as ações de acesso ao crédito para produtores rurais e empresas da região.

Ao todo, foram atendidos 1990 municípios, em todo o Nordeste e norte dos estados de Minas Gerais e do Espírito Santo, incluindo os Vales do Jequitinhonha e do Mucuri. A maior parte deles pertence à região semiárida ou localiza-se em microrregiões de baixa renda.

Esse resultado se tornou possível a partir do engajamento e ação ativa das unidades de negócio. Para 2012, estão previstos novos avanços na qualificação do crédito, evidenciando a ação do Banco do Nordeste como indutor do desenvolvimento por meio da aplicação dos recursos públicos do FNE.

Sobre o FNE

O Fundo Constitucional de Financiamento do Nordeste (FNE) é um instrumento de política pública federal operado exclusivamente pelo Banco do Nordeste. O objetivo é contribuir para o desenvolvimento econômico e social da Região, por meio da execução de programas de financiamento aos setores produtivos, possibilitando, assim, a redução da pobreza e das desigualdades.

Provido de recursos federais, o FNE financia investimentos de longo prazo e, complementarmente, capital de giro ou custeio. Além dos setores agropecuário, industrial e agroindustrial, também são contemplados o turismo, comércio, serviços, cultura e a infraestrutura econômica da região.

As taxas de juros variam entre 5% ao ano e 8,5% ao ano, para o setor rural, em função do porte do cliente. Para empresas não-rurais, as taxas variam de 6,75% ao ano a 10,00% ao ano. Sobre esses juros, os clientes podem contar com um bônus de adimplência de 25% para os empreendimentos localizados no Semiárido, e de 15% para as demais áreas.

Fonte:BNB

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Euro completa 10 anos em meio a enorme crise de confiança

Arantxa Iñiguez.

Frankfurt (Alemanha), 25 dez (EFE).- O euro completa dez anos em meio a uma crise de confiança na moeda e, por extensão, na influência internacional da Europa devido à falta de determinação política para solucionar os problemas de endividamento soberano.

Há dez anos, por ocasião da introdução das notas e moedas de euro, crescia o temor de que a chegada da nova divisa tivesse um efeito inflacionário, sobretudo na Alemanha.

Os alemães rejeitaram o euro desde o início, já que o Deutsche Mark, introduzido em 1948 em substituição ao Reichsmark, tinha sido um símbolo da estabilidade e pujança econômica da Alemanha.

A alta anual média da inflação na Alemanha foi, desde 2002, de 1,6%, contra os 2,6% registrados no período do marco.

Em janeiro de 2002 Alemanha, Áustria, Bélgica, Espanha, Finlândia, França, Grécia, Holanda, Itália, Irlanda, Luxemburgo e Portugal começavam a utilizar as notas e moedas da nova divisa, que tinha sido introduzida em 1º de janeiro de 1999 como medida de cálculo para transações bancárias, comerciais e das bolsas de valores a uma taxa de câmbio de US$ 1,1667.

Em 2011, o presidente do Conselho Europeu, Herman Van Rompuy, dizia que “o euro é um projeto irreversível”.

A zona do euro se ampliou posteriormente à Eslovênia (2007), Chipre, Malta (ambos em 2008), Eslováquia (2009) e Estônia (2011). Desde agosto de 2007, no entanto, atravessa a pior crise financeira e econômica desde a Segunda Guerra Mundial, uma crise bancária originada nos Estados Unidos e que obrigou a Europa a se endividar para atenuar seus efeitos.

Alguns países europeus já estavam enormemente endividados e, devido a erros estruturais na arquitetura da zona do euro, em maio de 2010 foi iniciada uma crise de endividamento soberano na Europa, que obrigou o resgate da Grécia, Irlanda e Portugal.

A dívida de muitos países do bloco já é considerada um investimento de risco – no caso da Grécia, tem a qualificação de especulação – e as novas emissões quase não encontram compradores fora da região.

Os investidores reduziram sua exposição à zona do euro e se cansaram das cúpulas europeias, que são sempre apenas uma preparação para uma nova cúpula.

Até agora, os países do euro foram anestesiados com o Fundo Europeu de Estabilização Financeira (Feef), considera o presidente do Bundesbank (banco central alemão), Jens Weidmann.

Os políticos europeus deram pequenos passos e defenderam seus interesses nacionais em suas estratégias para solucionar o problema, que ainda vai durar muito tempo e que no final será pago pelos cidadãos de baixa renda, disse à Agência Efe Petra Gräfin von Kerssenbrock, analista de ações do banco alemão Commerzbank.

Em alguns países, como na Alemanha, foram mais vendidos ao eleitorado os custos de salvar o euro do que os de deixá-lo cair, uma solidariedade que é decidida no Parlamento.

A Alemanha está disposta a ajudar, mas em troca quer que os países cumpram os critérios de déficit e endividamento estabelecidos.

A última cúpula do bloco, realizada em dezembro, conseguiu iniciar – com o Reino Unido de fora – o caminho irreversível rumo a uma união fiscal ao gosto da Alemanha e da França, e antecipou em um ano a entrada em vigor do fundo de resgate permanente.

O Banco Central Europeu (BCE) foi até agora a instituição que faz empréstimos em último caso aos bancos, mas seu mandato se limita a garantir a estabilidade de preços e o proíbe de financiar a Estados.

Apesar da oposição do Bundesbank, o BCE embarcou a partir de maio de 2010 em um polêmico programa de compra de dívida soberana no mercado secundário para ajudar os países com dificuldades de financiamento.

O euro está avaliado neste momento em US$ 1,30 e até agora seu máximo foi de US$ 1,6038 (registrados em meados de julho de 2008), enquanto o mínimo foi de US$ 0,8252 (final de outubro de 2000).

No Ano Novo, o euro completará dez anos cercado pelos indignados que acampam em frente à sede do BCE em Frankfurt e que também consideram que no final quem vai pagar a conta é o cidadão de poucos recursos.

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Declaração de IR de empresa acaba até 2014

O governo decidiu acabar até 2014 com a principal declaração entregue hoje pelas empresas ao fisco, a do Imposto de Renda da Pessoa Jurídica, informa Lorenna Rodrigues em reportagem na Folha desta terça-feira.

íntegra está disponível para assinantes do jornal e do UOL (empresa controlada pelo Grupo Folha, que edita a Folha).

Para atender a ordem de racionalizar o sistema tributário brasileiro, dada pela presidente Dilma Rousseff em seu discurso de posse, a Receita Federal também vai extinguir mais sete documentos e adotar medidas para simplificar o PIS/Cofins.

Em entrevista à Folha, o secretário da Receita, Carlos Barreto, disse que várias declarações não são mais necessárias porque o órgão já dispõe das mesmas informações por meio sistemas eletrônicos, notas fiscais eletrônicas e do Sped (Sistema Público de Escrituração Digital).

“Não justifica mais a gente exigir do contribuinte uma declaração sobre algo que já temos”, afirmou. A mudança pode ser feita apenas com uma instrução normativa. Segundo Barreto, nas próximas semanas, a Receita dará início à faxina com o fim da DIF-Bebidas, que traz informações sobre a produção de cervejas e refrigerantes.

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Consumidor já deve sentir efeitos de medidas do BC neste Natal

SÃO PAULO – O consumidor já deve sentir os efeitos das medidas anunciadas pelo Banco Central neste Natal, segundo prevê o vice-presidente da Anefac (Associação Nacional dos Executivos de Finanças), Miguel Ribeiro de Oliveira.

De acordo com ele, como a economia está crescendo em patamar inferior ao verificado no ano passado, o governo precisou alterar os planos, mudando algumas regras adotadas para restringir o crédito e evitar a alta da inflação, o que deve fazer com que as condições de concessão de crédito melhorem, havendo diminuição na taxa de juros.

“Já eram medidas esperadas para restringir o crédito e evitar a alta da inflação. Contudo, desde 2010, a economia mundial mudou, fazendo com que o BC tivesse que tomar novas medidas”, diz.

Mudanças
Segundo nota publicada na última sexta-feira (11) pelo BC, a entidade, entre outras coisas, alterou o fator de ponderação de risco a empréstimos que, primeiramente, havia sido modificado em dezembro de 2010.

Assim, conforme o novo texto, para as operações de crédito consignado com prazo até 60 meses, a ponderação de risco será de 75% ou 100%. Já as com prazos superiores a 60 meses receberão fator de ponderação de 300%.

As operações de financiamento de veículos garantidas por alienação fiduciária ou arrendamento, com prazo de 60 meses, receberão fator de ponderação de 75% ou 100%. As operações com prazo superior a 60 meses receberão fator de ponderação de risco de 150%.

Cartão de crédito
Ainda de acordo com as medidas adotadas pelo Banco Central, a diretoria colegiada da instituição desistiu de aumentar para 20% o pagamento mínimo da fatura do cartão de crédito, o que estava previsto para dezembro, e decidiu manter o atual limite mínimo de 15% do saldo devedor, estabelecido pela circular 3.512 de 25 de novembro de 2010. Segundo a diretoria, a porcentagem tem se mostrado suficiente para o controle dos valores em exposição.

Sobre o assunto, o vice-presidente da Anefac acredita que, no curto prazo, não deve haver mudanças no que diz respeito à inadimplência do consumidor. Entretanto, alerta, “quando a economia voltar ao normal, provavelmente, o governo deverá rever a questão”.

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Primeira parada para aprimorar empreendedorismo

Professora da Faculdade da CDL e consultora Flávia Chagas destacou como é importante que os empreendedores tenham uma visão inovadora (LEVI FONSECA/ESPECIAL PARA O POVO) Professora da Faculdade da CDL e consultora Flávia Chagas destacou como é importante que os empreendedores tenham uma visão inovadora (LEVI FONSECA/ESPECIAL PARA O POVO)

O Seminário Empreender será realizado em mais oito cidades do interior do Ceará. Em Itapipoca, o encontro teve a participação de cerca de 350 pessoas, que debateram ideias de como aprimorar seus negócios

Um público de mais 350 pessoas lotou o plenário da Câmara municipal de Itapipoca, na primeira parada do Seminário Empreender 2011, que na sua quinta edição percorrerá mais oito cidades do interior do Estado. Eram empreendedores, comerciantes e estudantes interessadas em debater sobre o tema.

Uma delas era a cabeleireira Francisca Edilsa Saraiva, que desde 2005 mantém na cidade um salão de beleza. Ela deixou o antigo emprego de auxiliar de escritório para ter mais tempo para a família e também para buscar mais ganhos financeiros. Daí ela montou o salão, mas não se limitou apenas em cortar cabelo. “Com o passar do tempo fui vendo que eu precisava oferecer mais comodidade para os meus clientes, em vez de ter que andar uma ou duas ruas pra comprar produtos, montei uma loja e agreguei ao salão”, explica a empreendedora.

A fórmula deu tão certo que diante dos resultados que ela já pensa em ampliar o negócio para a clientela que aumentou. Além de inovar na forma de atender os clientes, a cabeleireira acabou incentivando que outras profissionais do ramo fossem em busca de capacitação e de financiamento. “Eu consegui um financiamento do Banco do Nordeste e quando cheguei lá, a funcionária me contou que por causa da minha ideia no salão outras pessoas foram em busca de financiamento”, conta.

Durante sua apresentação, a professora da Faculdade da Câmara dos Dirigentes Lojistas de Fortaleza (CDL) e consultora Flávia Chagas destacou como é importante que os empreendedores tenham uma visão inovadora. Além disso, ela mencionou que nem sempre é preciso fazer muito para transformar o seu negócio.

“O mais importante é identificar o que o cliente quer”. Os empreendedores de Itapipoca também receberam orientações sobre tributação e os benefícios para quem adere ao processo de formalização. Para o presidente do Conselho Regional de Contabilidade, Cassius Antunes Coelho, a iniciativa de levar o Empreender pelos municípios cearenses é muito oportuna para facilitar a chegada de informações aos contabilistas em empreendedores dessas regiões. “Eu tenho certeza que esse momento é extremamente valioso para que a gente possa falar sobre inovação e mercado para essas pessoas”.

SERVIÇO

Seminário Empreender

Encontro será realizado ainda por oitos municípios cearenses:

Quixadá (18/10)

Sobral (21/10)

Limoeiro do Norte (25/10)

Aracati (28/10)

Juazeiro do Norte (4/11),

Iguatu (16/11),

Crateús (17/11)

Tauá (18/11)

Emilio Moreno

ESPECIAL PARA O POVO

economia@opovo.com.br

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Produtores de caju esperam uma safra de 160 mil toneladas no Ceará

A safra de 2011 chega para aliviar perdas de dois anos seguidos no estado. Se houvesse mais mão de obra, aproveitamento dos frutos seria ainda maior.

Do Globo Rural

Do Globo Rural

Na fazenda de 320 hectares no município de Pacajus, a 50 quilômetros de Fortaleza, no Ceará, a colheita não pára. São 150 caixas todos os dias, trabalho realizado por dez famílias de pequenos agricultores. Segundo eles, se houvesse mais mão de obra, o aproveitamento dos frutos seria ainda maior.

A expectativa dos produtores cearenses é de uma safra de 160 mil toneladas, quantidade quatro vezes maior em relação ao ano passado. A chuva de mais de 800 milímetros ajudou. Com as pesquisas da Ematerce, Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Ceará, chegaram a um caju muito doce e sem acidez.

O caju inteiro e sem manchas é comercializado principalmente para as regiões Sul e Sudeste. O pedúnculo vira suco e doce. A castanha é sempre muito bem cotada no mercado internacional. Nem o caju que cai antes de ser colhido se perde. Ele vai para a secagem, passa pelo triturador e vira ração animal das mais nutritivas.

A safra de 2011 chega para aliviar as perdas de dois anos seguidos e firmar o caju como principal fonte de renda para 45 municípios cearenses. A produção brasileira de castanha de caju deve chegar a 293 mil toneladas, 187% a mais que a safra do ano passado.

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