MEC vai distribuir tablets para 598 mil professores

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Com o tablet, o professor poderá preparar as aulas, acessar a internet e consultar conteúdos disponíveis no equipamento – revistas pedagógicas, 60 livros de educadores, e os principais jornais do País

Governo quer que docentes dominem o uso do equipamento antes que o dispositivo chegue aos alunos
A partir do segundo semestre deste ano, o Ministério da Educação (MEC) deve iniciar a distribuição de tablets para 598.402 professores da rede pública de ensino em todo o País. O uso dos dispositivos nas escolas públicas vai começar pelos professores do ensino médio.

Os primeiros da lista são os professores de escolas que já têm internet em alta velocidade (banda larga), que somam 58.700 unidades. A ideia é fazer com que o computador portátil chegue a 62.230 escolas públicas urbanas.

Para o MEC, o programa tem mais chances de sucesso se o professor dominar o equipamento e o seu uso, antes de chegar ao aluno. “A inclusão digital tem que começar pelo professor. Se ele não avançar, dificilmente a pedagogia vai avançar”, disse o ministro Aloizio Mercadante, que assumiu recentemente a pasta da Educação. Cursos de capacitação presencial e à distância vão ser oferecidos ao professor, assim que o aparelho começar a ser distribuído.

Com o tablet, o professor poderá preparar as aulas, acessar a internet e consultar conteúdos disponíveis no equipamento – revistas pedagógicas, 60 livros de educadores, principais jornais do país e aulas de física, matemática, biologia e química da Khan Academy, organização não governamental (ONG) que distribui aulas online usadas em todo o mundo.

As aulas preparadas no tablet, segundo o ministro, serão apresentadas por meio da lousa digital, espécie de retroprojetor combinado com computador, que muitas escolas já usam desde o ano passado. No decorrer de 2011, foram entregues 78 mil desses equipamentos.

Para o ministro, a tecnologia do tablet, em que os comandos podem ser acionados por meio de toques na tela, é mais “amigável” para leitura e acesso à internet em comparação a outros computadores. Com a novidade, Mercadante espera também tornar a sala de aula mais atrativa para os adolescentes. “O ensino médio é o grande nó da educação. Os indicadores não são bons e a evasão escolar é alta. A escola não está atrativa para o jovem. Esses equipamentos fazem parte do esforço para melhorar o ensino médio”, diz o ministro.

Investimento

Para levar o tablet à sala de aula, o MEC irá desembolsar de R$ 150 milhões a R$ 180 milhões para comprar até 600 mil unidades este ano. Em dezembro passado, o ministério abriu licitação para a aquisição de 900 mil aparelhos de fabricação nacional, de 7 e 10 polegadas, com câmera, microfone e bateria de seis horas de duração.

O governo pagará quase R$ 300 pelo tablet de 7 polegadas e aproximadamente R$ 470, pelo de 10 polegadas. No mercado, conforme o ministério, o equipamento de 7 polegadas custa cerca de R$ 800.

Apesar do processo de compra ter sido iniciado no ano passado, Mercadante destaca o programa como uma de suas primeiras ações no comando do ministério. “Esse programa foi desenhado nesse período que estou aqui”, disse, explicando que a gestão do antecessor, Fernando Haddad, lançou o edital de compra para atender a pedidos de estados e municípios.

As empresas Digibras (do Grupo CCE) e a Positivo venceram a licitação. O contrato deve ser fechado somente em abril, após o Inmetro avaliar se os produtos atendem às exigências do edital.

Depois de distribuir para os professores do ensino médio, o ministro quer entregar os aparelhos para os docentes do ensino fundamental. Ainda não há previsão sobre quando os alunos receberão o equipamento.

Apesar da chegada do tablet nas escolas, o ministro Aloizio Mercadante garante que isso não significa o fim do programa “Um Computador por Aluno” (UCA), que já distribui laptops aos estudantes da rede pública de ensino.

Preço

300 reais é o custo de cada tablet de 7 polegadas que será comprado pelo governo, enquanto o modelo de 10 polegadas sairá por R$ 470

800 reais é o preço, no mercado para o consumidor final, do mesmo tablet de 7 polegadas a ser doado pelo governo federal aos professores

´Hardware é o que menos importa´

Especialistas concordam que o sucesso do uso das tecnologias em educação não depende apenas da plataforma utilizada, mas sim da forma como a escola irá inserir essas ferramentas no aprendizado e também dos conteúdos digitais disponíveis.

A diretora da Fundação Pensamento Digital, Marta Voeclker, aponta que a escola pode “mudar de paradigma” a partir da tecnologia. Ela ressalta que o uso das máquinas – seja um PC, laptop ou tablet – pode transformar a lógica do aprendizado.

Alunos deixam de ser meros “recebedores” de conteúdo e podem evoluir para autores. “A tecnologia nos ajuda a sair de uma educação por instrução e memorização para uma educação de construção e colaboração”, explica a especialista.

Marta defende que o “hardware” não importa tanto. O essencial é ter à disposição ferramentas que possibilitem um uso educacional de laptops e tablets para que as máquinas não sejam meros reprodutores do conteúdo dos livros didáticos.

A especialista ressalta, entretanto, que essa transição da escola analógica para a digital precisar ser feita aos poucos. Leva tempo e exige uma reflexão da sociedade a respeito do que se espera da escola.

Para Ilona Becskeházy, diretora da Fundação Lemann, a primeira e principal estratégia é buscar conteúdos. “Se você não selecionar conteúdo de alto padrão, tanto faz se é papel, lousa, ou tablet. E isso a gente não faz no Brasil. A lógica deveria ser: primeiro você busca o conteúdo e depois você procura como é a melhor maneira de distribui-lo. Se ele for bom pode ser até um mimeógrafo”, critica.

Em 2012, pela primeira vez, o edital do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE) para a compra dos livros didáticos que são distribuídos às escolas públicas do país inclui a possibilidade de aquisição de conteúdos em formato digital.

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No Ceará 32% da população são analfabetos

A escolaridade média no Estado é de 5 a 6,5 anos de estudo, enquanto, no País, é de 6,4 a 7,5 anos, segundo o Ipea

Em todo o Ceará, 18,6% das pessoas não sabem ler nem escrever, diz análise

Saber ler e escrever pode parecer um ato tão básico para alguns setores da sociedade e tão distante para outros. Segundo dados divulgados ontem pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), quase um terço da população rural cearense é analfabeta. Um total de 32% de moradores que veem o mundo sem conseguir enxergar as letras e têm apenas uma média de 4,3 anos dentro da sala de aula.

Escrever o seu nome, entender a bula do remédio, redigir uma carta ou pegar um ônibus se tornam grandes desafios do cotidiano. Mas, o cenário já foi bem pior, alerta o Ipea. Em 2001, por exemplo, a porcentagem de analfabetos no Interior era de 43%, com média de 2,61 anos de estudo da população rural acima de 15 anos. Já na zona urbana, a taxa avançou, “pulou” de 19,14% para 14,8% em 2009. O tempo de estudo passou de 5,72 para 7,16 nesse mesmo período.

Tempo

O estudo aponta que o nosso nativo estuda bem pouco. O Ceará tem escolaridade, calculada pela média de anos de estudo da população acima de 15 anos, de 5 a 6,5 anos, enquanto, para a região Nordeste, elas são de 4,9 a 6,3 anos e, para o País, de 6,4 a 7,5 anos, respectivamente.

Unindo agora Interior e Capital, a população que não sabe ler e nem escrever compõem 18,6% da população, enquanto, no Nordeste e no Brasil, representam 18% e 9%, respectivamente. Em 2001, 24% eram analfabetos.

Avaliando a conjuntura, o professor da Faculdade de Educação da Universidade Federal do Ceará (UFC), Idevaldo Bodião, comenta que o analfabetismo é, apenas, a face mais grosseiramente constrangedora do todo.

“A escola brasileira, e não somente a do Nordeste, não conseguiu, no começo da segunda década do século XXI, garantir efetivação do direito à educação. Importa ressaltar que o direito à educação é parte fundamental do conjunto de Direitos Humanos”, aponta o professor Bodião.

O problema não seria só a entrada na escola, mas o que e para quem se ensina. Para Bodião, os esforços que o Brasil fez, ao longo dos últimos anos, conseguiram, apenas, garantir o direito de acesso por meio da garantia das matrículas e com concentração para a população urbana.

Para o orientador da célula de estudos e pesquisa da Secretaria de Educação do Ceará (Seduc), Daniel Lavor, o estudo generaliza, apresenta pessoas mais idosas que nem sequer estudaram. “O Ceará tem uma história de subdesenvolvimento. A situação só tem melhorado de uns 20 anos para cá. Hoje, temos aproximadamente 100% das crianças na escola. Essa evolução ainda é muito recente. Temos o Programa de Alfabetização na Idade Certa (Paic)”, diz Daniel Lavor.

Saneamento

Durante o período de 2001 a 2009, houve até um aumento da cobertura de água encanada, de 81% para 87%. Entretanto, cerca de 20% da população continuava sem o atendimento básico. Esse baixo valor, conforme o Ipea, deve-se, principalmente, ao rural, onde o percentual sem cobertura era de 47% em 2009.

Além disso, 93% da população rural vivia em domicílio sem esgotamento em 2009. Na área urbana, 57% não tinham tratamento adequado do resíduo.

Para o professor André Bezerra dos Santos, professor do departamento de engenharia hidráulica e ambiental da UFC, por mais que se tente investir na área, a população está crescendo e existe todo um déficit acumulado. “É preciso de um pouco mais de tempo para lhe dar com a grande demanda. São serviços carros e não são vistos pelos políticos como prioritários. Essa escassez gera problemas de saúde e no meio ambiente. Mas a Lei 11445/2007 obriga todos os municípios a elaborar planos municipais de saneamento”, relata.

A Companhia de Água e Esgoto do Ceará (Cagece) informa, em nota, que houve avanços nos índices de cobertura no Estado tanto de água quanto esgoto entre. Na época, se encontravam em 97% e 35,6% e, atualmente, estão em 98% e 37%. “No quesito abastecimento, a Cagece atua em 266 localidades”, ressalta.

Cobertura

20% da população cearense não tinham água encanada em 2009. Esse baixo valor, conforme o estudo do Ipea, deve-se, principalmente, à zona rural

IVNA GIRÃO
REPÓRTER

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Todos os erros na carta de um dos analfabetos prepotentes de Haddad. Ou: Enem já é caso de polícia, não de política!

Quem vai dar umas chicotadas em praça pública em Fernando Haddad, o ministro da falta de educação brasileira? Daqui a pouco, vocês lerão uma carta enviada pela organização do Enem a um aluno que contestou a sua nota de redação. Verão do que é capaz a arrogância burocrática quando somada à incompetência e ao analfabetismo propositivo. Antes, algumas palavrinhas sobre o Enem.

Quando Haddad decidiu fazer dessa prova um mecanismo de seleção para as universidades federais, estufou o peito: seu objetivo era, dizia, acabar com a angústia do vestibular e coisa e tal. Hoje, os estudantes não têm a menor noção, reitero, de por que tiram nota A, B ou C. O sistema da Teoria da Resposta ao Item (TRI) transformou-se num instrumento de discricionariedade. Mais: aluno que entrega gabarito em branco recebe a nota média da área, que é o mínimo atribuído a cada candidato. Alguns leitores afirmam: “Ora, Reinaldo, considere que essa nota mínima é o “zero” do sistema. Eu fui um bom aluno de matemática. O ponto é outro: quem entregou a prova em branco tirou o zero clássico. Trata-se de mera questão de processamento de dados. Não lhe cabe nem mesmo a média da área como nota mínima porque ele não participou. Mas esse está longe de ser o maior problema do Enem.

Já sabemos que as redações são corrigidas de um modo, como direi?, porco! Já sabemos que são verdadeiros testes ideológicos. Já sabemos que o aluno é compelido a fazer proselitismo político para declarar suas boas intenções… Constata-se agora que os corretores também não sabem fazer conta. Qual é o caso? Há cinco quesitos para a correção da redação. Cada um deles vale 200 pontos. Pois bem: um aluno que teve acesso à correção constatou que a soma da sua prova dava 520, embora os corretores lhe tenham atribuído 500. Fez o óbvio: recorreu.

Acreditem: ele recebeu um relatório do consórcio Cespe/UNB, que realizou a prova – escolha milionária feita por Fernando Haddad sem licitação – tentando justificar a nota. As pessoas que redigiram o texto explicitam a sua pontuação em cada item, como vocês verão. A soma dá 520 pontos! Não obstante, a organização do exame nega-se a fazer revisão. Para o Cespe/UNB, 120 +100 +100+100+100 = 500.

Ainda não é o fundo do poço. A carta recebida pelo aluno foi redigida por um analfabeto prepotente. Para começo de conversa, a palavra “participante(s)” aparece no texto 25 vezes!!! Abaixo, marco em vermelho os erros gramaticais, em verde os de sintaxe e organização e em lilás as repetições e bobagens. Eis aí: é essa gente que está avaliando os estudantes brasileiros e que responde hoje pela prova que seleciona os candidatos às vagas nas universidades federais. O Enem de 2011 custou quase R$ 500 milhões. Fernando Haddad escolheu a empresa que elaborou a prova, repito, sem licitação. Alegou urgência e notória especialização. Urgência? Salvo engano, há Enem todo ano… A única coisa urgente é moralizar a esculhambação a que Haddad submeteu o exame. Segue a carta analfabeta. Comento em azul.
*
Em atenção ao recurso administrativo interposto pelo participante XXXXXXXXXX, inscrito do Exame Nacional do Ensino Médio – ENEM 2011, informamos o que segue.
Apareceu o primeiro “participante”. Faltam outros 24! O centro é inscrito “no” e não “do”.

Na prova de redação do ENEM 2011, esperava-se que o participante, com base na leitura dos textos motivadores trazidos na proposta, bem como nos conhecimentos construídos ao longo de sua formação, escrevesse a respeito do tema da redação, quer seja, “VIVER EM REDE NO SÉCULO XXI: OS LIMITES ENTRE O PÚBLICO E O PRIVADO”, apresentando proposta de conscientização social que respeitasse os direitos humanos. Nesse caso, o participante deveria redigir texto dissertativo-argumentativo em norma culta escrita da língua portuguesa, devendo, para tanto, selecionar, organizar e relacionar, de forma coerente e coesa, argumentos e fatos para defesa de seu ponto de vista.
- O “bem como” torna o trecho ambíguo. O redator quis dizer que o aluno deve escrever a sua redação “com base” nos textos motivadores e nos conhecimentos que já tem. Para tanto, bastaria o “e” no lugar daquele horroroso “com base”, pecado típico do fácil falar difícil…
- “Redigir texto em norma culta escrita” é só uma tautologia meio boçal, dada a impossibilidade de redigi-lo “em norma culta oral”…

Considere-se que, entre os textos motivadores, constava, além de uma tirinha do cartunista André Dahmer, da série “Quadrinhos dos anos 10″, excertos de dois artigos: “Liberdade sem fio”, da revista Galileu, e “A internet tem ouvidos e memória”, do portal Terra, todos trazendo referências ao tema a ser abordado.
Ai, ai, meu Jesus Cristinho!, como evocava Bandeira. Para começo de conversa, há um erro de concordância. Nem preciso explicar ao leitor por que o correto é “constavam”. E não constavam “entre”, mas “do” – admite-se também o “no”.

Segundo definição do INEP, devidamente estabelecida no subitem 6.7.6 do edital de abertura do ENEM 2011 – disponível no endereço eletrônico http://download.inep.gov.br/educacao_basica/enem/edital/2011/edital_n07_18_05_2011_2.pdf – e amplamente divulgada pelos meios de comunicação, o texto de cada participante foi avaliado/corrigido, de maneira completamente independente, por dois corretores capacitados especificamente para correção das redações do ENEM 2011 e que seguiram rigorosamente todos os critérios editalícios previstos para esse fim. O mesmo edital também estabeleceu que a nota final na redação dos participantes corresponderia à média aritmética simples das notas atribuídas por esses dois corretores. Ressalte-se, nesse ponto, que os referidos critérios foram igualmente observados na correção das redações de todos os participantes. No caso em comento, na nota final atribuída ao participante – 500,00 pontos – foi resultado da média das notas atribuídas por dois corretores.
Falta a preposição “na” no texto original. “Avaliado/corrigido” não é uma construção nem da norma culta nem da inculta… Observem a exasperante repetição daquela palavra…

No caso em referência, a começar pelo título, o participante direciona seu texto, focando em outro aspecto que não o do precipuamente tema proposto, qual seja, “Em busca da fita isolante”, quando é límpido e cristalino que o participante deveria abordar tema acerca dos limites entre o que é público (que pode ou deve ser divulgado) e o que é privado (que não pode ou não deve ser divulgado) no âmbito da rede mundial de computadores (Internet) no século XXI. A partir dessa constatação, prosseguiremos à fundamentação das notas atribuídas pelos corretores à redação do participante em referência, cujo texto, com 28 linhas efetivamente escritas (título não é contado para esse efeito), recebeu as seguintes médias: na competência I (demonstrar domínio da norma culta da língua escrita), a nota atribuída foi 120,00 pontos porque o texto, a despeito do julgamento feito por sua professora trazido em seu recurso, apresentou estrutura sintática esperada para o grau de escolaridade exigido, porém apresentou, em seu texto, alguns desvios gramaticais de pontuação, de grafia e de convenções da escrita em relação à norma padrão escrita, como os exemplificados a seguir: uso inapropriado de reflexividade do verbo na linha 3, falha na retomada do referente na linha 5, impropriedade vocabular na linha 8, uso inadequado de hífen na linha 11, falha vocabular na linha 22. Apesar de não usar gírias em seu texto, como defende seu recurso, o participante não poderia ser avaliado com nota diferente da que recebeu já que, para isso, deveria apresentar boa estrutura sintática, ou seja, acima da média esperada para o grau de escolaridade exigido, com poucos desvios gramaticais, de pontuação, de ortografia e no emprego do registro adequado ao gênero.
Esse é um dos parágrafos do balacobaco!
- Não se deve “focar em”, mas “focar o”. É um verbo transitivo direto. Isso na hipótese de que alguém deva “focar” alguma coisa. Fará muito melhor se “focalizar”, “salientar” ou mesmo “se fixar”.
- “precipuamente tema proposto”??? Que estrovenga é essa? É provável que tenha querido dizer, e já não seria grande coisa, “tema precipuamente proposto”. Uma redação, convenham, não tem um “tema precípuo”. Tem um tema. Ponto.
- “prosseguiremos à fundamentação” – O “prosseguir” pode até ser transitivo indireto, mas não com a preposição “a”. Prosseguirei no meu trabalho demonstrando que o redator, coitado!, tentou escrever, na verdade, “procederemos à fundamentação” – a sua fundamentação a que faltam… fundamentos!
- Prestem atenção a esta construção: “porque o texto (…) apresentou estrutura sintática esperada para o grau de escolaridade exigido, porém apresentou, em seu texto (…)” Perceberam? O sujeito da oração era “o texto”; de repente, sem mais nem aquela, percebe-se que o redator está se referindo ao aluno…
- O missivista omitiu aquela vírgula depois de “isso”.
- O redator omitiu as vírgulas que separam “para isso”.
- Escreve o bruto: “o participante não poderia ser avaliado com nota diferente da que recebeu já que, para isso, deveria apresentar boa estrutura sintática” Heeeinnn? O participante deveria apresentar boa estrutura sintática? Não seria o texto?
Não é mesmo impressionante que seja esta a voz do EXAMINADOR explicando por que a sintaxe do candidato é ruim?
É um espetáculo vergonhoso!

Na competência II (compreender a proposta de redação e aplicar conceitos das várias áreas de conhecimento para desenvolver o tema, dentro dos limites estruturais do texto dissertativo-argumentativo), a nota do participante foi de 100,00 pontos. Para receber nota superior a que foi atribuída nessa competência, esperava-se que o participante elaborasse texto bem desenvolvido, com evidentes indícios de autoria e certa distância do senso comum, elementos não identificados na redação do participante em questão. Observa-se que ele desenvolveu seu texto a partir de considerações muito próximas ao senso comum e de maneira totalmente previsível. Percebe-se, também, apesar do domínio adequado do tipo textual exigido, qual seja, texto dissertativo-argumentivo, o foco do texto se limitou apenas ao problema da segurança na rede, na mera constatação da importância da internet para a pesquisa na deficiência das autoridades brasileiras em reprimir crimes virtuais. Percebe-se, também, que não foi explorado adequadamente os múltiplos aspectos inerentes ao contexto da vida em rede e os conflitos entre os espaços públicos e privados decorrentes dela. Portanto, nada há que se alterar na nota adequadamente atribuída pelos avaliadores.
-”nota superior a que foi” – O certo é “superior à que foi”.
- “Percebe-se (…) o foco do texto se limitou” – faltou a conjunção integrante “que” da Oração Subordinada Substantiva Objetiva Direta…
-”adequado do” – O certo é “adequado ao“.
- Não sei, e ninguém sabe, o que é “tipo textual”; trata-se de uma categoria nova.
- Aquele “apenas” é absolutamente ocioso.
- Suponho que falte um “e” entre “pesquisa” e “na deficiência”
- “Não foi explorado adequadamente os múltiplos” é erro grosseiro de concordância. O sujeito é “os múltiplos”. O correto é “não foram”.
- O redator omitiu aquele “e” que aparece em vermelho.
- Notem a aflitiva repetição da palavra “texto”.

Na competência III (selecionar, relacionar, organizar e interpretar informações, fatos, opiniões e argumentos em defesa de um ponto de vista), a nota do participante foi de 100,00 pontos, dado que o texto por ele desenvolvido apresentou informações, fatos, opiniões e argumentos pouco organizados e pouco articulados, além de relacionados de forma pouco consistente ao ponto de vista por ele defendido. Constata-se, também, que o participante trata, em seu texto, do tema “crimes virtuais”, que, apesar de ter certa conexão com o tema proposto, é abordado por meio de informações aleatórias e desconectadas entre si. Cumpre esclarecer, também, que, para receber a nota máxima nessa competência, toda a argumentação apresentada no texto deveria estar organizada de acordo com o projeto de texto proposto, o que não foi o caso. Conclui-se, portanto, que a nota atribuída nessa competência está adequada ao grau de organização do texto do participante.
- “Consistente ao ponto” – O correto é consistente “com”.
- O autor do texto omitiu uma vírgula depois de “virtuais” e outra antes de “para receber”.
- O redator omitiu o artigo “a” antes de “nota”.

Na competência IV (demonstrar conhecimento dos mecanismos linguísticos necessários para a construção da argumentação), a nota do participante foi de 100,00 pontos, decorrente do fato de o texto do participante possuir certa organização, conforme o nível de escolarização exigido. No entanto, se observa inadequações no nível dos parágrafos, em que o participante demonstra pouco domínio no que se refere à utilização dos recursos coesivos. Constata-se tal imaturidade linguística na desconexão entre o primeiro e o início do segundo parágrafos; no conteúdo da linha 17, que não se conecta, por exemplo, com o que foi escrito anteriormente; entre
outros desvios referentes à organização do texto. Assim sendo, verifica-se que a nota atribuída a essa competência está condizente com a desenvoltura do participante ao construir sua argumentação na produção de seu texto.
- “se observa inadequações” – O redator espanca a colocação pronominal e a concordância da voz passiva sintética. O certo: “observam-se inadequações”. Notem que o missivista fala, Deus Meu!, em “maturidade lingüística.
- Aquele ponto-e-vírgula é impróprio.
- o redator omitiu o artigo “a” antes de nota.

Na competência V (elaborar proposta de intervenção para o problema abordado, demonstrando respeito aos direitos humanos), a nota do participante foi de 100,00 pontos. Tal nota é considerada nota mediana entre os cinco níveis de avaliação. Para ter nível de excelência nessa competência, a proposta de intervenção deveria ser inovadora, relacionada ao tema proposto, bem articulada ao projeto de texto e em que se identificasse, ainda, sugestão de viabilização da proposta. Decerto não é o que se vislumbra no texto do participante. Além de a proposta ser quase tangencial ao tema proposto, já que o participante focou nos crimes virtuais, foi apresentada de forma precária, sem relação com o projeto de texto limitada à citação ações inviáveis como, por exemplo, medidas aumentar a fiscalização do governo na Internet. Ademais, a discussão sobre a necessidade da legislação tipifique os crimes virtuais é totalmente previsível, fato que comprova a total falta de originalidade da proposta de conscientização apresentada no texto do participante. Por fim, destaque-se que a conclusão final do texto desenvolvido pelo participante demonstra, de maneira cabal, que ele fixou sua argumentação de modo evidentemente tangencial ao tema proposto. Portanto, a nota atribuída à redação do participante está de acordo com os parâmetros utilizados nas correções das provas de todos os participantes avaliados, de maneira que não comporta qualquer reparo, uma vez que todos foram tratados em igualdade de condições nas correções, efetuadas por profissionais competentes e preparados para esse trabalho.
Vamos lá.
- “Tal nota é considerada nota mediana” – repetição desnecessária.
- “Para ter nível de excelência (…) a proposta de intervenção deveria ser inovadora”. Erro de correlação de tempos. O correto: “Para que tivesse, a intervenção deveria”.
- “bem articulada ao projeto” – O certo é “com” o projeto.
- O que quer dizer “quase tangencial” nesse caso? Seria um tangencial de dentro pra fora?
- “focou nos” de novo!
- “com o projeto de texto limitada à citação ações inviáveis como, por exemplo, medidas aumentar a fiscalização do governo na Internet. Não entendi nada. Alguém entendeu? Talvez tenha querido dizer isto: “com o projeto de texto LIMITADO à citação DE ações inviáveis como, por exemplo, medidas PARA aumentar a fiscalização do governo na Internet.”
- “a discussão sobre a necessidade da legislação tipifique”. O certo: “de que a legislação tipifique“.
- Faltou o artigo “a” antes de conclusão.

Encerro
Depois desse descalabro, o Inep(to) veio a público para afirmar que a Cespe/UNB errou ao afirmar que o aluno tirou 100 pontos no quesito V; seria apenas 80. Sobre o analfabetismo da carta, nada disse.

É essa gente que está elaborando e corrigindo provas e que dá as explicações aos alunos. Há muito tempo o Enem deixou de ser um caso de política para ser um caso de polícia! Estivesse no poder um governo tucano, os sindicatos de professores e entidades estudantis estariam nas ruas. Como isso tudo é coisa da “companheirada”, mamam em silêncio nas tetas analfabetas do poder.
Por Reinaldo Azevedo

Fonte: Veja.com.br

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AL aprova mensagem apesar dos protestos

O projeto do Governo foi aprovado em regime de urgência, em pouco mais de 24 horas após sua leitura em plenário

A mensagem do Governo que cria nova tabela vencimental para os profissionais de nível médio do grupo ocupacional magistério da educação básica foi aprovada ontem, na Assembleia Legislativa, em clima de protesto, confusão e pancadaria. Apenas quatro deputados, Augustinho Moreira (PV), Heitor Férrer (PDT), Roberto Mesquita (PV) e Eliane Novais (PSB), votaram contra o projeto do Executivo, que desagradou os professores.

A matéria começou a tramitar na Assembleia quarta-feira, mesmo dia em que foi aprovada a urgência, diminuindo o tempo de tramitação do projeto. Ontem, em reunião conjunta das comissões, a proposta foi apreciada e votada, seguindo, então, para votação no plenário.

Do lado de fora, professores gritavam pedindo para que a mensagem não fosse votada. Eles não tiveram acesso às galerias do parlamento. No plenário, deputados da oposição criticaram a matéria e a não realização de audiência pública para debater o assunto, como a categoria havia pedido.

Professores e policias entraram em conflito. Pedaços de poltronas que seriam utilizadas no prédio novo da Assembleia foram atirados pelos manifestantes que queriam invadir o plenário. Um quadro que retratava as personalidades do Ceará, exposto no hall de entrada da Assembleia, também foi danificado.

O presidente da Assembleia, deputado estadual Roberto Cláudio (PSB), informou que, hoje, vai comunicar as medidas a serem tomadas contra as depredações sofridas pela Casa, informando que, primeiro, fará um levantamento dos danos.

Roberto Cláudio deixou claro respeitar os movimentos sociais e que a Assembleia continua sendo um espaço aberto, acessível e democrático de debate, porém entende haver um “fosso entre manifestação democrática e desrespeito institucional”. “Nunca ira permitir desrespeito ao parlamento. Assistimos a atos de vandalismo, de depredação de obra de arte, de cadeiras, com a presença de armas brancas”, relatou.

Depredações

O presidente não acredita que os atos de depredações tenham partido do comando de greve, acreditando haver pessoas “infiltradas” no movimento para confundir a opinião pública. “Nós não seremos reféns de autoritarismo em nome de qualquer sigla ou de qualquer causa”,disse.

Para o deputado Augustinho Moreira, a categoria está esperando uma ação do Governo em relação ao Plano de Cargos e Carreiras, entendendo que a mensagem é “um pirulito na boca dos professores”, pois beneficia apenas 270 profissionais da educação. Antes da matéria ser votada, o parlamentar pediu mais tempo para negociação. Ele chegou a se alterar quando seu microfone foi cortado ao terminar o tempo de sua fala, dizendo estar sendo desrespeitado como parlamentar.

O deputado que presidia a sessão, José Albuquerque (PSB), havia informado que já tinha disponibilizado mais tempo do que os 15 minutos previstos para a fala de Augustinho, deixando claro que a Casa deve respeitar o Regimento Interno.

O deputado Roberto Mesquita criticou o posicionamento do governador Cid Gomes perante a greve. Primeiro, apontou, quando disse que os professores tinham que trabalhar por amor, entendendo o parlamentar que Cid Gomes humilhou os profissionais colocando o salário da categoria em segundo plano. Ele também recriminou o fato do Governo não ter pedido a retirada da ilegalidade da greve. “O Ceará é o primeiro Estado em investimento e o quinto pior em remuneração dos professores”, atestou.

Categoria

O líder do governo na Casa, Antônio Carlos (PT), lembrou que Cid Gomes recebeu os professores duas vezes, apesar da greve, e que o último encontro durou mais de quatro horas. Segundo o petista, o governador chegou a informar ao comando de greve que enviaria à Assembleia a mensagem direcionada ao nível médio, assegurando que o Governo cedeu em vários pontos reivindicados pela categoria. Já Carlomano Marques (PMDB), diz que Cid avançou nas negociações. Leia mais nas páginas 4,12 e 13

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Secretária lamenta confronto professores-Polícia e diz que Governo só negocia com fim da greve

Veja imagens da manifestação dos professores na Assembleia

O movimento reivindica, entre outros pontos, a implantação, por parte do governo Cid, do piso nacional dos professores - considerado constitucional pelo Supremo Tribunal Federal (STF) (Foto: Francisco Fontenele / O POVO)

A secretária da educação do Estado, Izolda Cela, considerou “lamentável” o confronto registrado nesta manhã de quinta-feira, 29, envolvendo professores estaduais em greve e o Batalhão de Choque da Polícia Militar. Foi o que ela disse, durante entrevista ao programa Revista O POVO/CBN, da rádio O POVO/CBN, apresentado pela jornalista Alexandra Souza.

Izolda Cela disse que o Estado sempre esteve aberto ao diálogo e que a mensagem aprovada pela Assembleia nesta quinta-feira nada tem a ver com o principal das reivindicações da categoria. Houve reuniões com a presença, inclusive, de parlamentares. Há, segundo a secretária, um grupo de professores que não recebia o piso da forma como o Supremo definiu. O governo teria que resolver essa situação que estava irregular e envolvendo cerca de 200 docentes, o que a mensagem aprovada corrige.

Ela considerou justo que os docentes se mobilizem, mas “não podemos sacrificar os alunos”. A secretária lembrou que o governador havia avisado para os professores que a negociação ocorreria, mas sem clima de greve. Ou seja, não dava para tratar de planilhas e salários sem que houvesse aula, já que os alunos estão às vésperas de provas do Enem.

“Eu não sei…às vezes tem interesse político, tem gente que não se importa em prejudicar professores e, principalmente, as escolas (…) queremos retomar o diálogo para atender aos anseios da categoria e da população”, adiantou Izolda Cela, reiterando: volta a negociar, mas com as escolas em funcionamento.

Sobre agressão de professores, ela disse que o fato se registrou no âmbito do Poder Legislativo e que houve uma manifestação do presidente da Casa, Roberto Cláudio, que ela disse admirar. Para ela, o presidente agiu para defender a integridade dos servidores da Casa e do patrimônio público. Avalia que as responsabilidades serão apuradas.

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Francinalba Madeira é a nova secretária de educação de Itapipoca

Na manhã de domingo, (30/07) o prefeito João Ribeiro Barroso anunciou mudança no 1º escalão de seu governo. O secretário de educação e vice-prefeito Dr. Geraldo Gomes de Azevedo Filho assumirá a Secretaria de Indústria Comércio e Empreendedorismo, atualmente administrada pela secretária Francinalba Madeira Barroso, que substituirá o secretário Dr. Geraldo Gomes de Azevedo Filho na pasta da Educação.

O prefeito ressaltou que este rodízio visa à preservação da qualidade do trabalho que vem sendo realizado, além da continuidade da execução dos projetos da instituição e a dinâmica de conhecimentos em outras áreas das secretarias municipais entre os secretários.

Posse na Educação

Em posse na tarde do dia 01/08 a nova secretária da educação, Francinalba Madeira prometeu desempenhar o mesmo trabalho desenvolvido pelo ex-secretário, visto que esta secretaria está muito organizada e tem desempenhado muito bem seu papel na administração do prefeito João Barroso, para isto precisa da colaboração de todos os funcionários, que são peças fundamentais no desenvolvimento da educação em Itapipoca.

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Aberta inscrição para Concurso Público para Professores da Rede Municipal de Ensino de Itapipoca

Alunos de Escola Municipal de Itapipoca

Edital de abertura que regulamenta o Concurso Público de Provas e Títulos destinado ao provimento de 560 (quinhentos e sessenta) cargos efetivos de Professor de Educação Básica II, com atuação na Educação Infantil, no Ensino Fundamental I (1º ao 5º anos) e no Ensino Fundamental II (6º ao 9º anos) nas disciplinas Ciências, Educação Física, Filosofia, Geografia, História, Língua Inglesa,  Língua Portuguesa e Matemática criados pela Lei Municipal no 033/2007 de 25 de julho de 2007 alterada pela Lei Municipal no 048/2010 de 23 de dezembro de 2010.

06/04/2011 – Edital de Abertura

07/04/2011 – Inscrições on-line

07/04/2011 – Cronograma de Eventos do Concurso

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Lei do piso do professor vale para todo o país, decide STF

Ana Okada*

Em São Paulo
UOL.06.04.2011
Atualizado às 21h27

O STF (Supremo Tribunal Federal) decidiu nesta quarta-feira (6), por 8 votos a 1, a validade da Lei do Piso Nacional do Magistério. Após adiar por duas vezes o julgamento do mérito da matéria, o Supremo rejeitou a ADI (Ação Direta de Constitucionalidade) 4167. A ação alegava que a lei era inconstitucional, e havia sido impetrada por cinco Estados.

A lei, que foi sancionada em 2008, determinava o rendimento mínimo por 40h semanais de trabalho para professores da educação básica da rede pública. O valor atual do piso é de R$ 1.187,14, que passa a ser considerado como o “vencimento básico” da categoria, ou seja: gratificações e outros extras não podem contar como parte do piso.

Por meio da ação impetrada no mesmo ano da sanção da lei, Mato Grosso do Sul, Paraná, Santa Catarina, Rio Grande do Sul e Ceará também questionavam pontos específicos, tais como a regra de que um terço da carga horária do professor deveria ser reservada para atividades extraclasse, como planejamento de aula e atualização. Esse dispositivo foi suspenso pelos ministros à época da aprovação da lei, e voltou a ser discutido hoje.
Parte dos ministros considerou que há invasão da competência legislativa dos entes federativos (estados e municípios) e, portanto, violação do pacto federativo previsto na Constituição. Com isso, não se chegou ao quórum necessário de seis votos para a declaração de constitucionalidade ou inconstitucionalidade dessa norma.

O ministro Ayres Britto, que presidiu a sessão, afirmou que a votação deste item deve ser retomada na próxima semana.

*Com informações da Agência Brasil e do STF

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Justiça condena pais de alunos que criaram comunidade “Eu odeio a irmã Margarete” a pagarem indenização de R$ 18 mil

Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro condenou um grupo de pais de alunos e ex-alunos do Colégio da Providência, do Rio de Janeiro, a indenizar a educadora Maria Margarete Gomes por danos morais. O valor da indenização é de R$ 18 mil. Os réus podem recorrer dessa decisão.

Os estudantes criaram uma comunidade no Orkut em 2005 (“Eu odeio a irmã Margarete”) em que xingavam a educadora. Na época, a Irmã Margarete era diretora da escola. A educadora se sentiu humilhada e exposta a situação vexatória. Segundo a assessoria de imprensa do tribunal, a religiosa ficou surpresa ao saber da existência da comunidade. Os pais, ainda segundo o tribunal, alegaram que os meninos não possuíam experiência de vida o suficiente, na época do fato, e que apenas queriam “estar na moda”.

Para o desembargador Cléber Ghelfenstein, da 14ª Câmara Cível do Tribunal de Justiça do Rio, a internet é um espaço de liberdade, o que não significa que seja um território sem lei, sendo cada pessoa responsabilizada pelo que publicar. “Lamentavelmente, a situação fática narrada nos autos retrata a fútil mentalidade de alguns jovens de nossa sociedade, desprovidos de uma educação baseada no respeito ao próximo”, concluiu o magistrado.

* Com informações do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro

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Autonomia das Fatecs vai desburocratizar processos, diz presidente do Conselho de Educação de SP

concessão de autonomia para o Centro Paula Souza, que controla as Fatecs (Faculdades de Tecnologia de São Paulo), irá desburocratizar os processos de criação e extinção de cursos e vagas, explica o presidente do Conselho Estadual de Educação, Hubert Alquéres. “É uma decisão importante, porque desburocratiza e dá autonomia para um centro de qualidade reconhecida”, diz.

Antes, era o conselho que aprovava mudanças na graduação da instituição. Alquéres conta que, na prática, as decisões a respeito das Fatecs eram sempre aprovadas. “No limite, tudo era aprovado, porque eles fazem tudo muito bem feito. [A autonomia] foi um processo natural garantir a prerrogativa de universidade para as Fatecs.”

A decisão irá valer após a homologação do secretário de Educação, Herman Voorwald.

Com a decisão, as Fatecs terão autonomia equivalente à universitária –ou seja, poderão registrar os próprios diplomas, criar ou extinguir cursos, ampliar ou reduzir vagas, elaborar programas de cursos e dar início a cursos sem precisar de autorização do governo do Estado.

Até hoje, a Unesp (Universidade Estadual Paulista) registrava os diplomas das Fatecs. O registro é o que dá validade nacional ao documento.

A medida vale para as 49 unidades, espalhadas por 46 cidades do Estado, em 55 cursos de graduação tecnológica. Cerca de 50 mil alunos fazem os cursos tecnológicos das Fatecs.

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