http://esportes.opovo.com.br/acervo/ceara/
História do mais querido e Bi Campeão Cearense 2012
Um grande presente para todos, é só clicar no link

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Time do Santos posa para fotográfos antes da decisão contra o Guarani Mais Ricardo Nogueira/Folhapress
O Santos entrou em campo com a mão praticamente na taça e esperou 90 min para gritar “é campeão”. Como ocorreu no primeiro jogo da final contra o Guarani, novamente Neymar brilhou. Ele fez dois gols neste domingo, no Morumbi, deixou Domingos com tontura e participou dos outros dois gols na vitória santista por 4 a 2. Sua geração cravou outra marca na história alvinegra: o Santos faturou o tri paulista e premiou o centenário com título.
É a terceira vez que o Santos conquista o tricampeonato estadual (1960 a 1962, 1967 a 1969 e 2010 a 2012).
Vários clubes nacionais passaram seus 100 anos de fundação sem título. Flamengo, Botafogo, Grêmio, Corinthians e Sport, por exemplo, passaram “em branco” em seus centenários.O Coritiba chegou a ser rebaixado nos 100 anos.
A festa do título já estava sendo feita pela torcida do Santos antes da partida. O time da Vila podia perder por até dois gols de diferença que ficaria com o tri paulista. Ciente de que a taça seria algo inalcançável, a torcida do Guarani foi representada por apenas 3 mil espectadores. O Santos contou com 50 mil torcedores.
Apesar de estar trabalhando nos Dias das Mães, Neymar não esqueceu de homenagear Nadine, sua própria mãe. O craque entrou em campo com o nome da sua mãe estampado na chuteira.
Com o jogo rolando, o que se viu foi uma explosão de gols com menos de 15 min de partida: quatro gols.
Com exatos 1min07seg de partida, na primeira jogada de ataque da partida, o Santos abriu o marcador com Kardec. Neymar viu Elano se infiltrando na área. O meio-campista cruzou rasteiro para Alan Kardec, que completou para o gol.
Neymar vibra com o segundo gol santista na final contra o Guarani Mais LEVI BIANCO – BRAZIL PHOTO PRESS
O Guarani deixou sua situação menos desconfortável três minutos depois do gol de Kardec. Em uma vacilada do goleiro Rafael, que não segurou chute fraco, Fabinho empatou a partida.
O Santos não deixou o Guarani ficar muito tempo empatado. Bola na mão dentro da área do Guarani. Na penalidade, Neymar fez 2 a 1, com 9 min de jogo.
Neymar sobrava em campo. Ora deixava Domingos esparramado no chão em drible desconcertante ora dava passe para conclusão de Kardec.
Aos 15 min, o Guarani voltou a empatar a partida, com Bruno Mendes. O atacante aproveitou erro de Durval, que não cortou o cruzamento, e finalizou dentro da área.
O gol de Bruno Mendes acendeu o Guarani, que passou a ameaçar o Santos na 1ª etapa. Rafael fez duas ótimas defesas.
O time de Campinas pediu pênalti em um lance com Durval. O árbitro Paulo César Oliveira entendeu que o jogador santista não teve intenção de tocar a bola com a mão, revoltando o time alviverde.
O segundo tempo começou truncado, sem lances de perigo. Mas Neymar resolveu brilhar novamente. Ele começou a jogada, percorreu com a bola sem ser ameaçado e tocou para Juan. O atacante recebeu a bola na área e chutou no alto, marcando o terceiro gol santista, aos 26 min da 2ª etapa.
Restava menos de 20 min para o fim e o campo já estava esfumaçado com tantos sinalizadores na arquibancada. A torcida alvinegra gritava “vamos ser tri, Santos”. O Guarani buscava pelo menos terminar a partida com um empate.
Para passar o tempo, Ganso assumia o controle da bola ao som de olé a cada troca de passe.
O Santos deixou o melhor para o fim. Jogada genial entre Ganso e Neymar. Kardec recebeu livre, pedalou na frente do goleiro, e fez o quarto gol no jogo. Um golaço para coroar mais um feito histórico da atual geração santista.
Torcida do Santos esgotou os ingressos para decisão do Paulista contra o Guarani Mais Leandro Moraes/UOL

O Ceará é bicampeão cearense. Neste domingo (13), no estádio Presidente Vargas (PV), o Vovô empatou com o Fortaleza em 1 a 1 e levou o título do Campeonato Cearense de 2012.
Com a melhor campanha na primeira fase da competição, o Alvinegro tinha o direito de jogar por dois empates ou dois resultados iguais. No domingo passado, o Clássico-Rei acabou empatado em 0 a 0.
O jogo
1º tempo
Nada de cozinhar o jogo. Precisando vencer para ficar com o título, o Fortaleza foi pra cima logo de início,mas quase sempre sem muito jeito. O jogo não fluía entre os erros de passe e a marcação ferrenha das duas equipes. Apesar disso, foi o Ceará que se viu mais perto do gol. Aos 15 minutos, Apodi recebeu, driblou a marcação, mas chutou fraco. Márcio Careca também teve boa chance, mas chutou cruzado da direita e mandou para fora.
Aos 33 minutos, Felipe Azevedo dividiu com o goleiro João Carlos e no rebote conseguiu tocar devagarinho no rumo do gol. Mas Rafinha chegou a tempo de impedir a bola de entrar. Em resposta, logo Marielson avançou pela direita, deixou Eusébio pelo carinho e chutou de fora área,dando trabalho para defesa de Fernando Henrique. O jogo, que dava indícios de que finalmente iria deslanchar, voltou a ficar truncado e assim ficou até o fim do primeiro tempo.
2º tempo
No segundo tempo, Nedo Xavier trocou o volante Leandro pelo atacante Rômulo e o Fortaleza começou ainda mais incisivo. Geraldo desperdiçou duas oportunidades em sequência. A situação tricolor se complicou aos 6 minutos, quando Esley, que já tinha tomado um cartão amarelo, fez falta para conter Mota, que chegava em contra-ataque. O jogador tomou outra advertência e foi expulso. Os ânimos voltaram a se acirrar.
Aos 12 minutos, Felipe Azevedo arrancou pela esquerda e tocou para Romário, que quase abriu o placar, mas parou numa defesa à queima-roupa de João Carlos. Aos 16 minutos, Rafinha foi à beira da área, parou, pensou e cruzou para Jaílson subir e, de cabeça, mandar a bola para o cantinho do gol, antes que Fernando Henrique tentasse esboçar alcançar.
Sem alternativas, o Ceará tentou ser mais ofensivo, aproveitando Misael e Romário, que entraram com mais fôlego. Logo depois de Thiego quase fazer gol contra, Romário ficou cara a cara com João Carlos de novo e goleiro tricolor levou a melhor mais uma vez. Mas o jovem atacante alvinegro não deixou de mostrar sua importância ao time quando Cléber Carioca o agarrou na área. Nedo Xavier acabou expulso de campo. Na cobrança do pênalti, João Carlos quase pegou, mas Felipe Azevedo empatou o jogo e se isolou na artilharia do campeonato.
O Tricolor não desistiu, mas o Alvinegro passou a colecionar melhores oportunidades. Rogerinho ainda passou perto de ampliar o placar. Depois, em contra-ataque, Misael não foi alcançado pelos defensores, e, de frente para João Carlos, quase faz o segundo gol alvinegro.
A partir daí foi só desespero do Leão para tentar mudar o rumo do jogo. Mas, com o placar em 1 a 1 e a vantagem de ter feito a melhor campanha no somatório das fase anteriores, o título de campeão cearense de 2012 ficou com o Ceará.
Ficha técnica
Ceará: Fernando Henrique, Apodi, Thiego, Potiguar, Márcio Careca; Heleno (Reina), Régis (Misael), Eusébio, Rogerinho; Mota (Romário) e Felipe Azevedo.
Fortaleza: João Carlos, Rafinha, Ciro Sena, Cléber Carioca, Kauê; Leandro (Rômulo), Marielson, Esley, Geraldo (Lucas); Cléo e Jaílson (Gilmak)
Amarelos: Leandro, Esley, Régis, Jaílson, Romário
Vermelhos: Esley

Rafaelo Moura chuta para defesa de Jéfferson, no primeiro tempo da final Mais Júlio César Guimarães/UOL
A goleada no primeiro jogo da decisão do Campeonato Carioca – 4 a 1 – foi mesmo decisiva para o Fluminense superar o Botafogo. Neste domingo, o time tricolor controlou a pressão alvinegra e não deu chances para os rivais terem esperança em uma virada na final disputada sob chuva no Engenhão. A equipe comandada por Abel Braga mostrou bom desempenho defensivo e garantiu o troféu com nova vitória. Rafael Moura marcou o gol no triunfo por 1 a 0 e definiu fim de jejum estadual para o Fluminense.
Com o resultado, o clube leva um título que não tinha desde 2005. Assim, o Tricolor das Laranjeiras conquista o 31º título estadual e encosta no rival Flamengo em briga pela hegemonia local. O time rubro-negro soma 32 troféus e vê a posição ameaçada após falhar no Carioca desta temporada, em que sequer chegou às finais da Taça Guanabara – conquistada pelo Flu – e da Taça Rio – vencida pelo Botafogo.
Com o trabalho finalizado no Estadual do Rio, o Fluminense comemora, mas já coloca todas as suas atenções na Copa Libertadores. O time de Abel Braga tem reencontro com o Boca Juniors no torneio, desta vez em duelo que vale vaga nas semifinais. O primeiro jogo, marcado para as 19h45 desta quinta-feira, será disputado na Argentina. O Botafogo tenta esquecer a frustração e iniciar os planos para estreia no Campeonato Brasileiro, contra o São Paulo, no próximo domingo.
A iniciativa foi toda do Botafogo no início da decisão. Com as conhecidas bolas aéreas, mas também com jogadas trabalhadas entre Maicosuel e Loco Abreu, o Alvinegro deu trabalho para a defesa rival. A aposta do Fluminense – que não ficou só atrás – era os contra-ataques. Em lance de muita velocidade, Rafael Moura perdeu grande oportunidade. Tudo isso antes dos 10min do clássico.
Em mais uma jogada rápida do time tricolor, aos 22min, Rafael Sóbis caiu na área após choque com Gabriel e reclamou de penalidade. O árbitro Marcelo de Lima Henrique nada marcou. A partir de então, o jogo ficou mais concentrado no meio campo e perdeu velocidade. Com esse panorama, o Botafogo trabalhou bem na bola parada. Elkeson finalizou, aos 30min, e deu um susto em Diego Cavalieri.
Aos 35min, após nova falta, foi a vez do Botafogo reclamar de pênalti. Gum colocou a mão na bola após lance confuso dentro da área do Fluminense. Antes do intervalo, Deco sentiu lesão na coxa direita e pediu para sair. O camisa 20 deu lugar a Wagner.
Apagado, Elkeson não voltou para o segundo tempo. Herrera entrou no lugar do camisa 9 para dar maior movimentação ao ataque alvinegro. Com a mesma estratégia da primeira etapa, o Fluminense se fechou na defesa. Entretanto, o time não estava arrumado o suficiente para ter oportunidades de contra-ataques.
A pressão do Botafogo não surtiu efeito. Aos 17min, o Fluminense conseguiu saiu pela primeira vez com organização e garantiu o seu gol. Rafael Moura aproveitou boa jogada pela esquerda para tocar sem chances para o goleiro Jefferson. O lance esfriou o Botafogo, que só trocava passes e não ameaçava o gol de Cavalieri. Com espaço, o time tricolor era comandado por Thiago Neves e dava trabalho à defesa adversária.
Maicosuel foi expulso e deu ainda mais argumentos para a torcida do Fluminense comemorar. Aos gritos de “olé”, o time de Abel Braga continuou no comando da decisão, teve mais uma grande chance – lance em que Márcio Azevedo salvou em cima da linha – e confirmou o título.

O venezuelano Pastor Maldonado fez história no Grande Prêmio da Espanha. Após fazer a pole position, o piloto da Williams superou duelo contra Fernando Alonso e tornou-se o primeiro piloto de seu país a vencer na Fórmula 1. O espanhol ficou na segunda colocação e o finlandês Kimi Raikkonen completou o pódio. O brasileiro Felipe Massa foi o 15º, enquanto Bruno Senna abandonou após acidente com Michael Schumacher.
Pastor Maldonado conquista primeira vitória na carreira, no GP da Espanha (Foto: Reuters)
O triunfo veio completar a festa da Williams, que viveu um fim de semana especial pelo aniversário de 70 anos do proprietário da escuderia, Frank Williams. A equipe volta a vencer um GP após longo jejum. A última vitória havia sido conquistada em 2005, com o colombiano Juan Pablo Montoya no Brasil.
Fernando Alonso assume a primeira colocação do GP da Espanha logo após a largada
Alonso fez a festa da torcida espanhola na largada, quando passou Maldonado e assumiu a primeira colocação. O venezuelano tentou o troco, mas acabou a primeira volta na segunda colocação. Kimi Raikkonen, Nico Rosberg e Romain Grosjean completaram os cinco primeiros.
Massa teve uma boa largada, passou cinco carros na volta inicial e pulou para a 11ª posição. Já Bruno Senna, que chegou a ultrapassar dois oponentes, perdeu as colocações adquiridas e caiu novamente para a 17ª colocação.
Mark Webber abriu as paradas programadas para trocas de pneus na sétima volta, seguido de seu companheiro Sebastian Vettel. A primeira vez que Maldonado assumiu a ponta ocorreu na 11ª volta, quando Alonso foi para os boxes. O espanhol, porém, voltaria à liderança após todos os pilotos realizarem seus pit stops.

Fernando Alonso lidera as primeiras voltas do GP da Espanha de Fórmula 1 Mais AFP PHOTO / DIMITAR DILKOFF
Senna viu sua corrida acabar na 13ª volta, quando teve sua traseira acertada por Michael Schumacher. O alemão reclamou de uma mudança de traçado do brasileiro na freada e xingou o piloto da Williams pelo rádio.

Bruno Senna se envolveu em acidente com Michael Schumacher, abandonou o GP da Espanha e foi xingado de ‘idiota’ pelo alemão MaisREUTERS/Albert Gea
Longe da briga pelas primeiras posições, Massa e Vettel tiveram sua corrida prejudicada ao levarem uma punição dos comissários de prova por acelerarem excessivamente em trecho com bandeira amarela. O brasileiro cumpriu sua pena na 29ª volta.
O bom rendimento de Maldonado fez com que o venezuelano voltasse à frente de Alonso na terceira parada para troca de pneus. Em ritmo melhor após as paradas, o piloto da Williams abriu distância para o espanhol e confirmou a vitória histórica.
Confira a classificação final do GP da Espanha:
1- Pastor Maldonado (VEN/Williams)
2- Fernando Alonso (ESP/Ferrari)
3- Kimi Raikkonen (FIN/Lotus)
4- Romain Grosjean (FRA/Lotus)
5- Kamui Kobayashi (JAP/Sauber)
6- Sebastian Vettel (ALE/Red Bull)
7- Nico Rosberg (ALE/Mercedes)
8- Lewis Hamilton (ALE/McLaren)
9- Jenson Button (GBR/McLaren)
10- Nico Hulkenberg (ALE/Force Índia)
15- Felipe Massa (BRA/Ferrari)
Abandonou – Bruno Senna (BRA/Williams)

Faz diferença numa decisão de campeonato quando o craque do time, o protagonista, aparece para definir. Faz uma diferença absurda quando todos os principais jogadores vivem um dia iluminado, praticamente perfeito. Fred, Deco, Thiago Neves e Rafael Sobis. O quarteto ofensivo do Fluminense deixou o time muito perto do título carioca neste domingo. No primeiro jogo da final contra o Botafogo, no Engenhão, todos se destacaram. Decidiram, desequilibraram. Resultado: vitória tricolor por 4 a 1, de virada. Fred fez um golaço de bicicleta, Deco e Thiago organizaram os ataques, e Sobis, sempre destaque em decisões, fez dois. O garoto Marcos Junior, de 18 anos, fechou a goleada. O volante Renato marcou o único gol alvinegro.
O Botafogo, que também tem um quarteto de qualidade, emperrou nos primeiros 90 minutos da decisão. Maicosuel, Fellype Gabriel, Elkeson e Loco Abreu pouco fizeram. O time de Oswaldo de Oliveira jogou sem criatividade e ficou com um jogador a menos desde os 11 minutos do segundo tempo, quando o lateral-direito Lucas foi expulso. Para ter chance de ficar com o título, o Alvinegro terá de vencer o segundo jogo por três gols de diferença para levar a decisão para os pênaltis.
Edinho, do Fluminense, entra de carrinho sobre Elkeson, do Botafogo Mais Fernando Maia/UOL
A invencibilidade alvinegra na temporada, que durava 23 partidas, está derrubada. É a primeira vez no ano que o time sofre mais de dois gols. O Fluminense vence o Botafogo no Engenhão pela primeira vez. Até este domingo, eram três derrotas e seis empates. A exibição de gala do Flu foi vista por 28.182 pessoas (sendo 23 mil pagantes, com renda de R$ 732.015,00).
As equipes voltam a se enfrentar no domingo que vem, às 16h (de Brasília), no Engenhão. Antes, porém, terão compromissos no meio de semana. Na quarta-feira, o Botafogo disputa o jogo de volta das oitavas de final da Copa do Brasil contra o Vitória, no Engenhão, às 19h30m. Na primeira partida, semana passada, empate por 1 a 1 no Barradão.
A decisão do Fluminense também será nas oitavas de final, só que da Libertadores. Na quinta, no Engenhão, o Tricolor recebe o Inter, às 22h. Na ida, em Porto Alegre, empate sem gols.
Botafogo sai na frente, e Fred pedala
Demorou. Foram 37 longos anos sem que Fluminense e Botafogo decidissem o Campeonato Carioca. Da última vez, em 1975, a conquista foi tricolor. Oito minutos. Foi o tempo que o Alvinegro precisou para abrir o placar neste domingo. Um primeiro tempo de superioridade da equipe de Abel Braga, apesar de o time de Oswaldo de Oliveira ter começado melhor.
Não chegou a ser uma blitz alvinegra, mas ao tomar a iniciativa logo cedo o Botafogo conseguiu o gol. Fellype Gabriel entrou na área pelo lado esquerdo e buscou Loco Abreu no cruzamento. A zaga afastou para a entrada da área, e Renato estava por ali. O chute de primeira do volante, de volta após lesão, passou no meio das pernas de Carlinhos e foi parar no cantinho direito de Diego Cavalieri: 1 a 0.
O Fluminense só despertou a partir dali. Com a marcação do Botafogo concentrada nas laterias, o Tricolor jogou pelo meio e tentou chutes de média distância. Carlinhos parou em Jefferson, e Jean errou o alvo. Até a parada técnica, houve equilíbrio na posse de bola, mas o Flu finalizava mais: quatro contra uma do Bota, a do gol.
A pausa fez bem aos tricolores. Thiago Neves, Deco e Rafael Sobis cresceram na final e pouco a pouco conseguiram fugir da marcação. Em jogada individual, Thiago partiu para cima de Fábio Ferreira, se livrou do zagueiro e bateu de esquerda. Jefferson pegou, aos 23. O Botafogo se defendia e esperava a chance de encaixar o contra-ataque, só que ela não apareceu. Maicosuel, Fellype Gabriel e Elkeson não criaram e as tentativas de buscar Loco Abreu na área fracassaram.
A persistência tricolor deu resultado. Depois que Elkeson perdeu a posse de bola, Carlinhos cruzou da esquerda, Thiago Neves escorou de cabeça quase para a pequena área, e Fred acertou uma linda bicicleta, aos 43: 1 a 1. Gol de artilheiro, de talento, de decisão. Foi a décima finalização do Fluminense no primeiro tempo. O Alvinegro teve apenas duas.
- Só acordamos depois que sofremos o gol. Aí melhoramos a posse de bola, conseguimos criar. Foi um dos meus gols mais bonitos e também pela importância de ser uma final.
Quarteto do Flu decide. Goleada no Engenhão
As emoções também começaram cedo no segundo tempo. O Botafogo resolveu voltar a jogar após o intervalo e foi ao ataque. A primeira boa chance foi alvinegra, aos seis minutos. Maicosuel cobrou falta para a área, Loco Abreu desviou de cabeça, e Diego Cavalieri defendeu. O uruguaio reclamou muito de pênalti por ter sido agarrado por Leandro Euzébio. A arbitragem julgou o lance como normal.
Pouco depois, aos 11, Oswaldo de Oliveira perdeu o lateral-direito Lucas. Ele fez falta em Thiago Neves para cortar um contra-ataque, recebeu o segundo amarelo e o vermelho do árbitro Luiz Antônio Silva dos Santos. No lance seguinte, o gol da virada. Deco, em tarde inspirada, tabelou com Sobis e deixou o atacante na cara do gol com um toque de muita categoria. Iluminado em decisões desde os tempos de Inter, o atacante bateu de esquerda para marcar o segundo do Tricolor.
Maicosuel passou a tentar algumas jogadas de velocidade pela direita, mas sem sucesso. Elkeson e Fellype Gabriel erraram passes, não conseguram fugir da marcação e nada criaram. Bem diferente dos protagonistas do Fluminense. Depois de Deco, foi a vez de Thiago Neves aparecer. Aos, 20, o camisa 7 deu um passe preciso para Sobis. Livre na frente do gol, ele driblou Jefferson, por pouco não perdeu o ângulo, mas conseguiu se recuperar e fazer o terceiro: 3 a 1.
Oswaldo fez mudanças no ataque depois da parada técnica. Loco Abreu e Elkeson saíram para as entradas de Herrera e Caio. Nada mudou. Era um time limitado, sem qualquer inspiração. O técnico, aliás, foi vaiado e chamado de burro pelos torcedores quando sacou o uruguaio. Elkeson, muito mal no jogo, também ouviu vaias ao deixar o gramado. O zagueiro Antônio Carlos teve chance de diminuir, mas Diego Cavalieri defendeu a cabeçada perigosa.
Abel lançou Marcos Junior no lugar de Thiago Neves. Após mais uma linda jogada ofensiva do Fluminense, com participação de Deco, Sobis e Fred, o garoto ficou na frente de Jefferson para consolidar a vitória maiúscula e transformar a virada em goleada. Festa tricolor no Engenhão sob gritos de “olé” e título praticamente na mão.

O meia Deco, do Fluminense, tenta proteger a bola durante jogo contra o Botafogo

Diego Cavalieri, do Fluminense, sai do gol e evita que a bola chegue a Loco Abreu, do Botafogo Mais Fernando Maia/UOL

Rafael Sóbis comemora após virar o jogo para o Fluminense contra o Botafogo Mais Fernando Maia/UOL

Lucas, do Botafogo, foi expulso na decisão do Carioca Mais Fernando Maia/UOL

Torcida do Fluminense enfeitou as arquibancadas com bandeiras durante o clássico decisivo Mais Sergio Moraes/Reuters

Torcida do Botafogo faz a festa durante a final do Campeonato Carioca Mais Sergio Moraes/Reuters

Em partida sem muitas emoções, Fortaleza e Ceará empataram em 0×0, no estádio Presidente Vargas, pela primeira partida da final do Campeonato Cearense de 2012. Com o resultado, o Alvinegro joga pelo empate, e o Tricolor necessita vencer, para conquistar o título.
O jogo
O primeiro tempo da partida foi morno e sem sal. Os dois times priorizaram a marcação, e o jogo foi marcado pelos chutões de ambos os lados.
A tensão e nervosismo vindos da arquibancada afetaram os ânimos criativos de Fortaleza e Ceará e, excetuando um chute de longe de Marielson e uma cabeçada de Felipe Azevedo, os goleiros praticamente não trabalharam.
O principal lance do primeiro tempo foi a expulsão do treinador do Ceará, PC Gusmão. O árbitro Éber Roberto Lopes havia avisado ao treinador Nedo Xavier, do Fortaleza, que não iria tolerar reclamações. E aos 32 minutos, o treinador do Alvinegro chamou o árbitro de “Palhaço”. Éber ouviu, e expulsou PC.
Veio o segundo tempo, e o marasmo persistiu. Entretanto, o Ceará passou a dominar mais a posse da bola, enquanto o Fortaleza apostava nos contra-ataques puxados por Geraldo.
A partida seguiu sem maiores emoções, ditada pelo ritmo da marcação do meio-campo das duas equipes. O Ceará apostou então nas entradas de Reina, Romário e Misael. E foi deste último, a jogada de maior perigo, até aquele momento. Aos 38, após um erro de saída de bola, Misael roubou a bola, puxou para a direita e chutou forte. A bola passou pelo goleiro Tricolor e tocou caprichosamente na trave baixa do canto esquerdo de João Carlos. O Fortaleza optou por trocar Geraldo por Lucas, e abdicou de vez do ataque.
O jogo ganhou cinco minutos de emoção. Aos 44, após chutão da defesa, Romário cabeceou com perigo. E foi só isso. O juiz apontou o centro do gramado, e a decisão ficou para a segunda partida, com o Ceará jogando com a vantagem do empate, e o Fortaleza precisando vencer para sagrar-se campeão.
“Este evento só comprova que educação e esporte caminham unidos em prol da cidadania, não só para o nosso município do ponto de vista desportivo, mas igual e significativamente para os jovens que se esforçam para o aprimoramento físico e o esmero mental”. Pedro Teixeira
Na tarde desta terça-feira, (01.05) foi realizada a cerimônia de abertura dos XXIV Jogos Escolares de Itapipoca. O evento é uma realização da Prefeitura Municipal de Itapipoca através da Secretaria de Desporto e Juventude em parceria com a Secretaria de Educação e Desporto Escolar. A solenidade teve início com a execução do hino nacional brasileiro pela Banda Municipal. O local escolhido pra este evento foi o Estádio Perilo Teixeira, que recebeu mais de 700 atletas de 24 escolas da rede pública municipal de ensino.
De acordo com secretário de Desporto e Juventude, Pedro Teixeira, “este evento só comprova que educação e esporte caminham unidos em prol da cidadania, não só para o nosso município do ponto de vista desportivo, mas igual e significativamente para os jovens que se esforçam para o aprimoramento físico e o esmero mental”. Lembrou ainda que a vitória seja uma consequência da disputa e que neste esporte não tem derrotados, pois é uma confraternização entre a juventude brilhante, bonita e aguerrida de nosso município.
O Comandante do 9º Batalhão de Policia Militar de Itapipoca, Tenente Coronel PM, Edvar Azevedo também prestigiou o acontecimento e ressaltou a importância do esporte na vida da juventude, pois assim além de trazer saúde, desperta a destreza e livra das drogas.
Representando o prefeito de Itapipoca, João Ribeiro Barroso o secretário e Finanças e Tributos, Paulo Henrique Barroso, cumprimentou a juventude, falou de amor, respeito e integridade. Lembrou também do empenho do chefe do executivo em desenvolver nosso município na área desportiva.
Durante a competição, os estudantes têm a possibilidade de interagir com competidores de diversas regiões de Itapipoca. O intercâmbio cultural e as viagens enriquecem a competição. Além de contribuírem para a qualidade de vida das crianças e jovens do nosso município, os Jogos Escolares ajudam a promover a inclusão social.

Modalidades
Atletismo
Basquete
Futebol de Campo
Futsal
Handebol
Karatê
Natação
Tenis de mesa
Voleibol
Xadrez
Relação das Escolas que irão participar das Olimpíadas
PE. Abelardo Ferreira – Itapipoca/SEDE
Maria Magalhães Viana – Itapipoca/SEDE
Francisca Morais Pontes – Itapipoca/SEDE
Geraldo Gomes de Azevedo – Itapipoca/SEDE
Colégio Estadual Joaquim Magalhães – Itapipoca/SEDE
Pedro Barroso – Itapipoca/SEDE
Murilo Serpa – Itapipoca/SEDE
Colégio Pio XII – Itapipoca/SEDE
Colégio Reino Encantado – Itapipoca/SEDE
José Edilson de Sousa – Arapari
Nossa Senhora de Assunção – Assunção
José Maria da Silveira – Baleia
Vicente Antenor Ferreira Gomes – Calugi
Manoel Rodrigues Sobrinho – Deserto
Hildeberto Barroso – Deserto
Sebastião Gabriel Martins – Lagoa das Carnaúbas
Vicente Pracianos – Marinheiros
Domingos Gonçalves Muniz – Picos
Joaquim Juarez Teixeira – Sororô
Francisco Pires Teixeira – Salgado dos Pires
Francisco Nelson Lavor – Taboca
Sebastião Malaquias Santos – Tabocal



Power venceu de ponta a ponta, mas disse que a corrida não foi tão fácil quanto pareceu: “Não acho que dominei a prova. Estava dando tudo o que tinha para manter o Ryan [Hunter-Reay, segundo colocado] atrás de mim, e ele ficou atrás de mim o tempo todo. Se não tivesse cuidado, ele me ultrapassaria”, observou o australiano, que chegou apenas nove centésimos à frente de Hunter-Reay.
“Tivemos uma boa estratégia, foi um dia sólido e sem nenhum erro. Tento aproveitar o máximo de cada corrida e me divertir. Para correr, você precisa de sorte, boa estratégia e não cometer erros”, completou Power.
Segundo colocado, Hunter-Reay elogiou o ajuste do carro de Power e admitiu que a equipe rival está um passo à frente. “Will é forte aqui com o pacote aerodinâmico que ele tem, e a gente não conseguiu ultrapassar o nível de saída de curva dele. Tentava entrar no vácuo, mas não cheguei”, comentou o norte-americano, que comemorou o bom tempo: “Imaginávamos realmente que choveria sem parar, e foi ótimo ter uma corrida seca. Foi uma ótima surpresa e a corrida foi melhor”.
Já o terceiro colocado Takuma Sato tentou explicar como conseguiu sair da penúltima colocação para chegar ao pódio: “Você precisa ultrapassar e ter uma corrida limpa. No Brasil, sempre tem ultrapassagens emocionantes, e foi ótimo ter essa consistência. Tivemos problemas no início da temporada e é a primeira vez que vi a bandeira quadriculada na minha frente. É fantástico chegar lá”.

Atacante Loco Abreu, capitão do Botafogo, levanta a taça após a vitória por 3 a 1 sobre o Vasco na decisão da Taça Rio Júlio César Guimarães/UOL

Atacante uruguaio Loco Abreu tenta a finalização na saída do goleiro Fernando Prass no clássico no estádio do Engenhão Júlio César Guimarães/UOL
Jogadores do Botafogo comemoram o gol marcado por Loco Abreu no clássico contra o Vasco, no estádio do Engenhão Júlio César Guimarães/UOL
O Botafogo venceu o Vasco por 3 a 1 neste domingo, conquistou a Taça Rio e vai disputar a final do Campeonato Carioca contra o Fluminense, nos dias 6 e 13 de maio. O destaque ficou por conta de Loco Abreu, que marcou os dois primeiros gols e foi fundamental para o título do segundo turno. O uruguaio já havia sido decisivo na semifinal contra o Bangu, quando balançou a rede em três oportunidades, e voltou a brilhar. Maicosuel anotou o terceiro tento alvinegro e Carlos Alberto descontou para os cruzmaltinos.
Sem poder contar com Renato, com uma entorse no tornozelo esquerdo, o técnico Oswaldo de Oliveira optou por recuar Fellype Gabriel e pela entrada de Maicosuel. A escolha do treinador se mostrou acertada logo aos 4min, quando o camisa 7 cobrou lateral com rapidez e encontrou Márcio Azevedo livre pela esquerda. O jogador teve apenas o trabalho de rolar para Loco Abreu, sem goleiro, completar e fazer 1 a 0.
Apesar do gol quem estava melhor na partida era o Vasco, que conseguia imprimir seu ritmo de jogo e frequentava mais o campo ofensivo do adversário. O Botafogo, por sua vez, baseava-se na vantagem obtida e explorava os contra-ataques com as velocidades de Maicosuel e Elkeson. Com apenas Marcelo Mattos de volante, a qualidade no meio-de-campo foi mantida – mesmo coma ausência de Renato. A marcação, no entanto, não estava afinada. O Cruzmaltino encontrava espaços e chagava com perigo ao gol de Jefferson.
Eder Luis teve duas boas chances para empatar a partida, mas pecou na finalização em ambas. Na primeira, ficou cara a cara com Jefferson, chutou cruzado, mas a bola foi para fora. Na segunda, Antônio Carlos afastou mal e a bola sobrou para o atacante, que isolou. Se o vascaíno estava com a pontaria ruim, o mesmo não se pode dizer de Loco Abreu. Em seu segundo chute, o uruguaio marcou seu segundo gol no clássico. Aos 46min, Elkeson cobrou falta, Fábio Ferreira cabeceou e o uruguaio escorou, 2 a 0.
“Sabemos da capacidade do Loco Abreu e treinamos muito isso. Não é por acaso, é muito treino. Eu, Elkeson e o Renato ficamos praticando. Está aí o resultado no jogo, graças a Deus”, disse Andrezinho na saída para o intervalo.
Na volta para o segundo tempo, o técnico Cristóvão Borges fez duas mudanças no Vasco: sacou Felipe e Alecsandro para as entradas de Juninho Pernambucano e Allan, respectivamente. Assim, Diego Souza foi adiantado e passou a atuar como atacante. Pelo lado do time da Estrela Solitária, Andrezinho, que havia sentido um desconforto na coxa esquerda, foi para o sacrifício e continuou em campo.
O Gigante da Colina voltou bem e logo no segundo minuto Fellipe Bastos acertou o travessão de Jefferson. Entretanto, o Botafogo utilizava a mesma tática do primeiro tempo: esperava o adversário atacar para responder utilizando a velocidade. Assim, Antônio Carlos bateu falta na defesa buscando Maicosuel no ataque. Aos 10min, o camisa 7 esperou a falha de Fagner, matou no peito, invadiu a grande área e tocou na saída de Fernando Prass para fazer 3 a 0.
Após o terceiro gol, Andrezinho fez sinal para Oswaldo de Oliveira pedindo substituição. O treinador optou pela entrada de Jádson, volante recém promovido das categorias de base. Cristóvão fez sua última mexida, trocando Fagner por Carlos Alberto, que deu maior mobilidade ao Vasco e ainda diminuiu aos 35min, após boa tabela com Eder Luis. Fellype Gabriel sentiu o cansaço por jogar fora de posição e deu lugar a Gabriel.
Com o jogo terminando o Cruzmaltino partiu com tudo para cima do Alvinegro e pressionou o adversário na base do coração. Sentindo o momento negativo na partida, os torcedores botafoguenses soltaram o grito de campeão como forma de intimidar o Vasco. A tática deu certo e o time de São Januário pouco fez nos 4 minutos de acréscimo. Festa em General Severiano.